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Vicente Duarte

O que é economia comportamental e como ela explica as decisões do investidor

Esse campo da economia revela que nossas decisões são influenciadas por vieses cognitivos e emocionais, que nos levam a tomar decisões que podem não ser as mais vantajosas do ponto de vista financeiro

Publicado em 20 de Agosto de 2024 às 09:21

Públicado em 

20 ago 2024 às 09:21
Vicente Duarte

Colunista

Vicente Duarte

A economia comportamental é um campo da economia que une elementos da psicologia e economia tradicional para compreender  melhor como as pessoas tomam decisões financeiras. Ao contrário da suposição clássica de que os indivíduos são sempre racionais e buscam maximizar seus benefícios, a economia comportamental revela que nossas decisões são frequentemente influenciadas por vieses cognitivos e emocionais. Esses vieses, muitas vezes, nos levam a tomar decisões que podem não ser as mais vantajosas do ponto de vista financeiro. Veja alguns deles:
Mulher estudando sobre investimentos
Entender vieses cognitivos e emocionais ajuda investidores a tomar melhores decisões e evitar armadilhas Crédito: Freepik

Aviso à perda: o medo de perder mais do que ganhar

Um dos conceitos centrais da economia comportamental é a aversão à perda. Pesquisas mostram que as pessoas tendem a sentir a dor da perda mais intensamente do que o prazer de um ganho equivalente. Em termos de investimento, isso significa que os investidores podem ser excessivamente cautelosos, evitando riscos que, racionalmente, poderiam ser benéficos a longo prazo. Por exemplo, um investidor pode preferir não vender uma ação em queda, temendo realizar a perda, mesmo que essa seja a melhor decisão.

Efeito manada: seguindo o fluxo

Outro viés comum é o efeito manada, que ocorre quando indivíduos tomam decisões com base no comportamento de outros, em vez de seguir sua própria análise racional. No mundo dos investimentos, isso é evidente quando um ativo começa a ser comprado ou vendido massivamente, não necessariamente por seus fundamentos, mas porque “todo mundo está fazendo”. Esse comportamento pode inflar bolhas de mercado ou gerar quedas bruscas, causando perdas significativas para aqueles que seguem a manada sem avaliar a situação de forma crítica.

Excesso de confiança: a ilusão do controle

O excesso de confiança é um viés comportamental onde os investidores acreditam ter mais controle sobre suas decisões do que realmente têm. Esse viés pode levar a uma superestimação de habilidades pessoais e subestimação de riscos, resultando em decisões financeiras imprudentes. Por exemplo, um investidor pode acreditar que pode prever o mercado com precisão, ignorando a volatilidade inerente e, consequentemente, fazendo apostas arriscadas.

Ancoragem: a influência das primeiras impressões

A ancoragem é outro viés que afeta as decisões de investimento. Ela ocorre quando um investidor se fixa em uma informação inicial, como o preço de uma ação quando a comprou, e usa essa informação como referência para futuras decisões. Mesmo que o valor de mercado tenha mudado, a decisão do investidor continua a ser influenciada por essa "âncora", levando a decisões que podem não refletir o valor real atual do ativo.

Tomando decisões mais racionais

Ao reconhecer esses vieses, os investidores podem adotar estratégias mais racionais e eficazes. Uma abordagem prática é buscar diversificação nos investimentos e evitar decisões baseadas em emoções ou no comportamento do mercado. Outra estratégia é definir metas claras e um plano de investimento, seguindo-o rigorosamente, independentemente das flutuações do mercado.

Conclusão

A economia comportamental nos mostra que as decisões de investimento são complexas e muitas vezes influenciadas por fatores emocionais. Entender esses vieses pode ajudar os investidores a tomar melhores decisões e evitar armadilhas comuns. Ao adotar uma abordagem consciente e disciplinada, é possível melhorar significativamente o desempenho financeiro a longo prazo.

Vicente Duarte

Graduado em Economia pela Ufes, com MBA em Gestao Financeira e Controladoria pela FGV e MBA em Digital Business pela USP. Atua ha 15 anos no mercado financeiro e atualmente e diretor do Banestes.

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