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Investimento

Fundos imobiliários são alternativa ao aluguel sem dor de cabeça

Enquanto imóveis exigem gestão ativa, FIIs delegam isso a gestores profissionais, permitindo que o investidor foque em sua renda

Públicado em 

09 jun 2025 às 08:36
Andre Motta

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Andre Motta

aluguel
Dividendos dos fundos imobiliários podem ser reinvestidos em novas cotas Crédito: Shutterstock
Imagine receber R$ 1.400 de aluguel mensal, mas viver na ansiedade de atrasos do inquilino. Essa era a realidade de um casal até 2024, quando decidiu vender seu apartamento por R$ 400.000 e investir em fundos imobiliários (FIIs). A mudança não só aumentou sua renda, como também trouxe segurança e praticidade. Vamos entender por que os FIIs são uma alternativa atraente para quem busca tranquilidade financeira.
Cansado da inadimplência, o casal descobriu os FIIs, que oferecem dividendos mensais isentos de imposto de renda, sem o risco de calotes. Eles alocaram R$ 100.000 em um fundo de renda fixa, como reserva de liquidez, e R$ 300.000 em uma carteira diversificada de FIIs listados na B3. O resultado foi imediato: dividendos de R$ 2.600 por mês, quase o dobro do aluguel do apartamento. Essa renda, maior e mais estável, já transformava a vida financeira deles.
A flexibilidade dos FIIs foi outro diferencial. Diferentemente do aluguel, que era gasto ou guardado em renda fixa, os dividendos podiam ser reinvestidos em novas cotas. Em seis meses, a renda mensal cresceu para R$ 2.750, mostrando o poder dos juros compostos. Quando o mercado caiu no fim de 2024, o casal aproveitou para aportar mais R$ 30.000, elevando os dividendos para acima de R$ 3.000. Com um imóvel físico, isso seria inviável: não é possível comprar “frações” de apartamentos ou vender partes para ajustar investimentos.
Imóveis físicos têm limitações claras. Além da dependência de inquilinos, exigem grandes somas para novos aportes e oferecem pouca liquidez. Vender um apartamento pode levar meses, enquanto cotas de FIIs são negociadas na Bolsa de Valores em minutos. Em 2025, o mercado de FIIs na B3 movimenta R$ 173 bilhões, com mais de 2 milhões de investidores, comprovando sua relevância. Apesar disso, as cotas oscilam, e a valorização pode ser menor que a de imóveis em alguns períodos. Mas a praticidade e a ausência de dores de cabeça compensam.
O Brasil, com seu ambiente de negócios volátil, reforça a atratividade dos FIIs. Juros altos, como a Selic a 14,75%, pressionam o valor das cotas no fundo no presente, mas abrem boa janela de compra para quem pensa no fututo. Enquanto imóveis exigem gestão ativa, FIIs delegam isso a gestores profissionais, permitindo que o investidor foque em sua renda. A história do casal ilustra como trocar incerteza por estabilidade pode ser transformador
Para você, investidor, a lição é diversificar. Combine FIIs com renda fixa para equilibrar riscos e retornos. Pesquise fundos com boa gestão e ativos sólidos, evitando promessas de ganhos exagerados. Os FIIs não são perfeitos, mas oferecem um caminho acessível para renda passiva. Como o casal, comece pequeno, reinvista e construa sua liberdade financeira com paciência.

Andre Motta

Formado em engenharia civil pela Ufes, pós-graduado em Finanças pelo IBMEC-MG e com mestrado em Administração pela Fucape, geriu o clube de investimentos Investvix entre 2011 e 2015. É assessor de Investimentos na Valor Investimentos desde 2016

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