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“Descarbonização é uma estratégia para desenvolvimento econômico do Estado”, afirma diretor-presidente do Bandes

Durante o Atitude Sustentável, Marcelo Saintive diretor-presidente do Bandes,falou sobre o Fundo de Descarbonização, fundo de investimentos que financia projetos de transição energética e descarbonização

Publicado em 10 de Novembro de 2025 às 10:13

Estúdio Gazeta

Publicado em 

10 nov 2025 às 10:13
Marcelo Saintive, diretor-presidente do Bandes, esteve presente no Atitude Sustentável desta quinta (06)
Marcelo Saintive, diretor-presidente do Bandes, esteve presente no Atitude Sustentável desta quinta (06) Crédito: Arthur Louzada
Economia mais verde e competitiva. Essa é a prioridade do Espírito Santo, que já ocupa o quarto lugar no Ranking de Competitividade dos Estados do Centro de Liderança Pública (CLP) na categoria Sustentabilidade Ambiental.
Durante o Atitude Sustentável, evento realizado nesta quinta-feira (06) e promovido pela Rede Gazeta, o diretor-presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Marcelo Saintive, destacou que o Fundo de Descarbonização, estruturado a partir do Fundo Soberano do Estado (Funses), vai financiar projetos voltados à transição energética e à redução das emissões de gases de efeito estufa.
O fundo deve movimentar quase R$ 1 bilhão na primeira rodada de investimentos, contemplando iniciativas como hidrogênio verde, biometano, transporte elétrico e mobilidade urbana sustentável. O aporte inicial foi de R$ 500 milhões, advindos do Funses, com possibilidade de atrair cotistas privados.
“Essa iniciativa nasceu de uma demanda do governo do Estado, que elaborou um plano de descarbonização com participação da sociedade civil, da academia e do setor privado. Nosso papel foi estruturar o financiamento deste plano”, explicou Saintive.
O fundo deve estar disponível a partir de 2026 e será gerido pelo BTG Pactual com a supervisão do Bandes. Os projetos poderão ser apresentados por empresas de todos os portes, com condições financeiras adaptadas ao perfil e ao impacto ambiental de cada iniciativa.
Vale destacar que cada projeto contemplado pelo Fundo de Descarbonização será acompanhado por indicadores de performance, que irão medir o quanto ele contribui para a redução efetiva das emissões. Saintive adiantou ainda que empresas que superarem as metas de descarbonização poderão ter desconto nas taxas de juros.
“É uma estrutura inédita no país, e até rara no mundo: utilizar recursos vindos de royalties do petróleo para financiar a descarbonização da economia. Isso mostra o compromisso capixaba com o futuro sustentável”, pontuou.
Além do impacto ambiental, o fundo também tem um papel estratégico para a competitividade econômica do Estado. “A descarbonização é uma estratégia para o desenvolvimento econômico. O Espírito Santo será referência nacional nesse tema pela capacidade de financiamento que possui e pela inovação na forma de estruturar o fundo”, completou o dirigente, que será um dos representantes do Estado na COP30, em Belém, que começa na próxima segunda (10).
Cada projeto contemplado pelo Fundo de Descarbonização será acompanhado por indicadores de performance, que irão medir o quanto ele contribui para a redução efetiva das emissões. Saintive adiantou ainda que empresas que superarem as metas de descarbonização poderão ter desconto nas taxas de juros.

Sustentabilidade atrelada ao desenvolvimento

Painel debateu sobre iniciativas de descarbonização
Painel debateu sobre iniciativas de descarbonização Crédito: Arthur Louzada
Na continuidade do evento, o professor Neyval Costa Jr., titular da Ufes e coordenador do Núcleo de Qualidade do Ar (NQualiAr), reforçou que discutir descarbonização é discutir, também, o futuro econômico do Estado.
“Normalmente, discutimos mais segurança, educação e saúde, enquanto a pauta ambiental fica como um tema secundário. Entretanto, a pauta ambiental deixou de ser apenas uma questão ecológica e passou a ser um modelo de desenvolvimento econômico e social. O Estado que se adapta primeiro às novas exigências ganha vantagem competitiva”, reforçou.
Já o secretário de Meio Ambiente do governo estadual, Felipe Rigoni, destacou que o Espírito Santo está trabalhando para criar um mercado local de créditos de carbono, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).
“Estamos desenvolvendo uma pré-certificação dos ativos de carbono, o que vai reduzir custos e acelerar a criação de um ambiente de negócios sustentável. Isso é fundamental para remunerar o reflorestamento e consolidar o Estado como protagonista nessa agenda”, explicou.
Para a coordenadora da Jornada ESG e gerente de planejamento comercial da Rede Gazeta, Mariana Lindemberg, o evento simboliza o compromisso do grupo com o desenvolvimento sustentável capixaba, além de ser um esquenta para a COP 30: “O Atitude Sustentável é parte de uma agenda ampla da Rede Gazeta voltada para estimular a transição para uma economia mais verde e próspera”, afirmou.

Bandes

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