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Cirurgias cada vez mais seguras e rápidas para problemas de visão

Aparelho de última geração é usado no Hospital de Olhos de Vitória para ajudar pacientes com descolamento de retina e outras doenças

  • Hospital de Olhos de Vitória

  • Estúdio Gazeta

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Publicado em 04/06/2021 às 14h42
aparelho vitreófago para cirurgias de retina
Aparelho vitreófago, utilizado para cirurgias de retina, proporciona cirurgias com velocidade de corte mais alta e melhor controle da pressão intraocular durante o procedimento. Crédito: Divulgação/ Hospital de Olhos de Vitória

Os aparelhos para cirurgia de retina vêm se tornando mais acessíveis e já estão presentes nos principais centros oftalmológicos do mundo, permitindo que problemas de visão sejam resolvidos com maior eficiência e conforto para o paciente.

Um dos equipamentos mais modernos do mercado, da fabricante Alcon, garante cirurgias de retina mais seguras e em um tempo cirúrgico menor. Esse equipamento é o vitreófago Constellation Vision System, que pode ser usado para ajudar pacientes com descolamento de retina e no tratamento de doenças como o buraco de mácula e retinopatia diabética.

Adquirido pelo Hospital de Olhos de Vitória, esse aparelho é de última geração e, hoje, se destaca entre todos os similares disponíveis no mercado.

"Esse equipamento tem uma tecnologia mais moderna com capacidade subutilizada ainda. Cada vez mais proporciona cirurgias com velocidade de corte mais alta e melhor controle da pressão intraocular durante o procedimento, que se torna mais rápido e seguro. Possui ainda tecnologia avançada para realização de incisões que não necessitam de suturas; endolaser, que é um laser específico para utilização em cirurgias de retina; confirmação por voz em cada etapa do sistema, dentre outras características que garantem um aumento significativo da eficácia no tratamento de doenças do vítreo e da retina", explica o oftalmologista Rafael de Paiva Oliveira, que é membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV).

A RETINA

De acordo com Oliveira, a retina é o órgão responsável por captar a luz e transformá-la em mensagem para o cérebro formar as imagens que vemos.

"A retina fica localizada no fundo do olho e reveste todo o seu interior. É composta de neurônios e tem uma importância ímpar no organismo, podendo sofrer influência de quase todas as doenças do corpo humano. Uma das mais comuns é a retinopatia diabética, causada por Diabetes tipo 1 e 2. E há o descolamento de retina, um dos problemas mais graves por apresentar risco de perda visual irreversível. Por ser um tecido formado por neurônios, uma vez lesionada não há garantias de recuperação total da sua função", ressalta ele.

As cirurgias para correção de problemas na retina, as chamadas vitrectomias, são basicamente realizadas fazendo a remoção da gelatina que preenche a cavidade interna do olho, chamada de humor vítreo.

aparelho vitreófago para cirurgias de retina
Vitreófago Constellation já vem sendo realizadas no Hospital de Olhos de Vitória desde o final de março deste ano. Crédito: Divulgação/ Hospital de Olhos de Vitória

"É necessária a vitrectomia, que é a remoção completa do humor vítreo, para que se consiga realizar procedimentos reparadores na retina, como cauterização e remoção de sangramentos, reaplicação da retina descolada, remoção de corpos estranhos intraoculares, reparos de cirurgias de catarata complicadas, reparos de buracos maculares e remoção de membranas inflamatórias no centro da visão, dentre outros", cita o médico.

Cirurgias com o vitreófago Constellation já vem sendo realizadas no Hospital de Olhos de Vitória desde o final de março deste ano.

Rafael de Paiva Oliveira

Médico oftalmologista, membro da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV)

"As cirurgias de retina não possuem uma demanda cirúrgica tão intensa como as cirurgias de catarata, por exemplo. Mas quando as doenças de retina que necessitam de tratamento cirúrgico aparecem, é preciso ter onde procurar ajuda com certa celeridade"

O procedimento, segundo o oftalmologista, é realizado com a presença integral de um médico anestesiologista, que prepara o paciente, geralmente, com uma sedação e anestesia local no olho a ser operado, para que o paciente sinta o máximo de conforto e não sinta dor. "Quando necessário, a anestesia geral pode ser uma opção", pontua Rafael Oliveira.

Ele explica ainda que as recomendações pré e pós operatórias devem ser analisadas com o oftalmologista, pois cada caso necessita de uma abordagem específica. "Discutir as opções de tratamento disponíveis com médico cirurgião é de grande importância para que o paciente tenha total segurança no tratamento", finaliza o oftalmologista.

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Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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