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Árbitro capixaba com maior número de atuações nacionais e internacionais, especializado em gestão esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, além de partidas das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

"Mudanças levam tempo para todos se adaptarem", diz Marcelo de Lima Henrique

Árbitro que apitou o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Grêmio e Palmeiras comenta os desafios da arbitragem brasileira

Publicado em 04/03/2021 às 02h05
Marcelo de Lima Henrique
Marcelo de Lima Henrique comentou desafio dos árbitros brasileiros. Crédito: Marcello Zambrana/Agif

Os árbitros brasileiros de futebol vivem um novo momento no esporte. A chegada da tecnologia e a ausência de público nos estádios mudaram completamente a dinâmica de anos de aprendizagem e trabalho. É mais ou menos como trocar o pneu com o carro em movimento e se reinventar sob olhares passionais de torcedores e de críticos impiedosos. 

Para conhecermos um pouco dessa rotina, entrevistei o árbitro do primeiro jogo da final da Copa do Brasil 2020 entre Grêmio e Palmeiras, Marcelo de Lima Henrique. Ele fala da preparação e dos treinamentos para atuar em alto nível, como lidar com o VAR e os jogos sem público, entre outras coisas. 

Somando todas as competições, o árbitro de 49 anos tem 320 jogos no currículo. Um número expressivo que abrange torneios nacionais como as Séries A, B, C, D do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Seu destaque rendeu um escudo Fifa, que o fez representar a arbitragem brasileira na Copa Libertadores (2010, 2012, 2013 e 2014), Copa Sul-Americana (2010, 2011, 2012 e 2013) e Eliminatórias da Copa do Mundo (2014). Na temporada 2020, Marcelo apitou 18 jogos entre competições nacionais e estaduais. Confira a entrevista.

Como é a sua rotina de preparação e treinamento para dar conta de continuar apitando em alto nível?

Tenho um acompanhamento de profissionais em treinamento periodizado e contínuo, que leva muito em consideração a minha individualidade, prevenção de lesões e fisioterapia.Esse acompanhamento faz parte da minha rotina.

O futebol teve um ano bem diferente, com estádios vazios e o uso do VAR. Como está sendo a adaptação a essa nova realidade?

Muito difícil, pois o ambiente mudou né, temos que ficar mais ligados para que os movimentos externos não levem para dentro do campo de jogo, fatores que podem dificultar o controle da partida.

Você acha que as novas orientações de "mão na bola" e "bola na mão" estão confundindo os árbitros nesse tipo de lance, principalmente quando ocorrem dentro da área?

Acho que as mudanças levam tempo para todos se adaptarem, e as regras mudaram muito de 2016 para cá. O mais importante é que os critérios sejam unificados e as instruções bem alinhadas para que todos entendam mais claramente um tema tão polêmico.

Como foi apitar o primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Grêmio e Palmeiras?

Me senti premiado por estar ainda sendo requisitado para grandes partidas. Estou com quase 50 anos de idade e 26 de arbitragem, privilégio estar nessa grande final.

CURIOSIDADE DO DIA

  • O que diz a regra: Lei da Vantagem 

    O árbitro permitirá que o jogo continue quando a equipe que sofrer a infração se beneficiar da vantagem, devendo marcar a infração ou falta se a vantagem prevista não se concretizar nesse momento ou dentro de poucos segundos.

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