Antecessor e principal apoiador de Ricardo Ferraço (MDB), Renato Casagrande (PSB) governou com o PT em seu primeiro e em seu terceiro mandato, encerrado em abril. O ex-governador apoia Lula para presidente e tem o apoio do PT para voltar ao Senado.
Já a relação de Ricardo com o partido é bem diferente. Ele nunca quis o PT em seu governo nem em sua coligação. O PT, por sua vez, fez questão de não participar do governo de Ricardo.
Por isso, na sabatina realizada na manhã de segunda-feira (31) com o atual governador, a equipe de colunistas de A Gazeta e da Rádio CBN quis saber: se ele for para o segundo turno contra o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Rep), buscará o apoio do PT e de outras forças de esquerda que hoje não estão com ele, ou não vai querer o PT na sua frente ampla?
A pergunta lhe foi feita pelo colega Leonel Ximenes. A resposta dele foi esta:
“Eu não tenho discriminação
se as pessoas estão identificando que o nosso projeto tem capacidade de levar o
Espírito Santo adiante. Agradeço o apoio de todas e de todos. [...] A gente tem uma missão, e a
minha missão é não subordinar o interesse do povo capixaba à brigalhada
política e ideológica.”
Ricardo Ferraço (MDB), governador e candidato ao mesmo cargo
Logo após a sabatina, em entrevista a este colunista, Ricardo
desenvolveu o tema. Leia abaixo!
O senhor
disse que aceitará de bom grado todo apoio em eventual segundo turno...
Não só vou aceitar como vou agradecer. Porque só aceitar sem
agradecer é até arrogante.
Sim,
então aceitará com gratidão. Mas, especificamente no caso do PT e da Federação
Brasil da Esperança, o senhor buscará esse apoio?
Em primeiro lugar, eu vou trabalhar com muita confiança para
vencer as eleições em primeiro turno. Em segundo lugar, todo apoio que vier
manifestando confiança na nossa candidatura e no nosso projeto terá de mim um
profundo agradecimento. Os eleitores do Cury, os eleitores do Flávio, os
eleitores do Lula, os eleitores do Renan... Todos! Todos que manifestarem confiança
no projeto que eu estou liderando, eu serei grato a todos eles.
E isso
também vale para os eleitores de Helder e de Contarato aqui no Estado?
Eu estarei aceitando e agradecendo os eleitores de todas e de
todos, porque, em primeiro lugar, você precisa respeitar a ideologia de cada
um. Apenas eu, pessoalmente, considero que o foco precisa estar no trabalho, no
resultado, nas entregas, nas realizações. Eu respeito a ideologia de todos. Mas
eu tenho dito e reafirmado que, ainda que as pessoas tenham as suas ideologias,
e nós precisamos respeitar – pois isso não é favor algum, é obrigação –, eu não
acredito que ideologia gera crescimento, desenvolvimento, emprego, trabalho,
comida na mesa do povo, qualidade de vida, bem-estar e assim por diante.
Mas o
senhor buscará? Tomará a iniciativa de procurar o apoio do PT e, pessoalmente,
o do Helder Salomão? O senhor procurará o Helder?
Eu, com muita humildade, vou agradecer o apoio de todas e de
todos que manifestarem confiança nesse projeto que eu estou liderando,
indistintamente.
E
procurará o Helder para conversar?
Eu vou aceitar o apoio de todas e de todos que manifestarem confiança nesse projeto, que é transportar o Espírito Santo para o futuro.
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