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Novo time

Os dois ex-vereadores de Vitória que vão compor a equipe de Pazolini

Ex-jogador de futebol, Sandro Parrini tem grandes chances de assumir Secretaria de Esportes na cota do DEM, enquanto Neuzinha de Oliveira pode ir para Assistência Social na cota do PSDB, ou para a Cidadania

Públicado em 

04 jan 2021 às 05:00
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Lorenzo Pazolini
Lorenzo Pazolini, prefeito de Vitória Crédito: Carlos Alberto Silva
Não quer dizer que serão os únicos, mas dois ex-vereadores de Vitória com certeza serão aproveitados na equipe do prefeito Lorenzo Pazolini (possivelmente, ambos no 1º escalão, até pela força dos respectivos partidos): Neuzinha de Oliveira (PSDB) e Sandro Parrini (DEM). Este é considerado pule de dez para o cargo de secretário municipal de Esportes e Lazer, enquanto Neuzinha mantém boas chances de se tornar secretária de Assistência Social.
Embora sejam indicações com perfil mais político e ditadas também pelo critério do apoio partidário a Pazolini, os dois são muito identificados com as respectivas áreas para as quais são cotados.
De 2019 a 2020, Parrini foi o presidente da Comissão de Esporte e Lazer da Câmara de Vitória. Poucos se lembram, mas ele chegou a ser subsecretário de Esportes e Lazer na gestão de João Coser (PT), que governou Vitória de 2005 e 2012 e, curiosamente, foi derrotado no 2º turno por Pazolini na última eleição municipal. Pouca gente sabe, mas o ex-vereador foi jogador de futebol profissional, tendo atuado em tradicionais clubes capixabas, como o Rio Branco.
Sem ter conseguido se reeleger no ano passado, Parrini exerceu seu único mandato completo de vereador na última legislatura, de 2017 a 2020, como um dos representantes da Grande Maruípe. Em agosto de 2018, apoiou a eleição do vereador Cleber Felix, o Clebinho, para a presidência da Câmara de Vitória, e tornou-se o 1º vice-presidente da Mesa Diretora, além de presidente da Comissão de Constituição e Justiça. Após ter ensaiado uma aproximação com a base do então prefeito Luciano Rezende (Cidadania), ingressou em março de 2020 no DEM ao lado de Clebinho, que passou a presidir o partido em Vitória.
Por sinal, durante a campanha e a transição, Clebinho (que tampouco conseguiu se reeleger) era o representante do DEM mais cotado para se tornar secretário. Com a opção de Pazolini por Parrini, a participação do ex-presidente da Câmara no 1º escalão da prefeitura está completamente descartada. Agora sem mandato, ele ainda poderá ser aproveitado em algum escalão inferior, se não vier a ocupar algum cargo comissionado na própria Câmara, agora sob a presidência do vereador Davi Esmael (PSD), de quem Clebinho foi assessor antes de se tornar vereador.

NEUZINHA DE OLIVEIRA

Quanto a Neuzinha, até decidir disputar a eleição a prefeita de Vitória pela primeira vez em 2020, foi vereadora por cinco mandatos consecutivos, desde 2001. Antes de chegar à Câmara, foi líder comunitária e presidente da Associação de Moradores de Consolação, bairro vizinho ao Morro de Gurigica, onde cresceu. Como vereadora, participou de vários conselhos municipais ligados à rede de proteção social (de políticas para idosos, segurança alimentar etc.). No último biênio, presidiu na Casa a Comissão de Direitos Humanos, a de Acessibilidade e a de Defesa e Promoção dos Direitos das Mulheres.
De acordo com seu minicurrículo no site da Câmara de Vitória, “a produção legislativa do mandato de Neuzinha [teve] principal foco na defesa da saúde da mulher, idosos, crianças e pessoas e deficiências”.
Uma segunda alternativa para Neuzinha seria assumir a Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos, outra que continua vaga na equipe de Pazolini.
Ah, Neuzinha foi convidada para ir ao encontro de Pazolini na prefeitura, na manhã desta segunda-feira (4). Às 9h, haverá reunião com o secretariado. É só ligar os pontos. 

A ALA POLÍTICA DA EQUIPE

Ao lado de Alex Mariano, Neuzinha e Parrini devem preencher a ala mais política do secretariado nomeado por Pazolini, que contemplará, assim, os partidos mais importantes que apoiaram a sua candidatura a prefeito em 2020. Em Vitória, quatro partidos estiveram coligados desde o 1º turno com o Republicanos, sigla de Pazolini, na coligação “Vitória Unida é Vitória de Todos!”: o MDB, o DEM, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) e o Solidariedade. Mas as duas últimas siglas não serão prestigiadas no 1º escalão, até por serem muito pequenas.
No 2º turno, Pazolini recebeu o apoio de alguns partidos. O primeiro deles foi o PSDB, que confirmou a adesão em 16 de novembro, dia seguinte ao 1º turno. O partido é presidido em Vitória por Neuzinha, que foi candidata a prefeita (ficou em 6º lugar, com 4,61% dos votos válidos), mas, na verdade, por muito pouco não foi candidata a vice-prefeita de Pazolini. Pouco antes do registro das candidaturas, em setembro, ele chegou a convidar a então vereadora, mas o arranjo não evoluiu.
Com o nome chancelado pessoalmente pelo presidente estadual do MDB, Lelo Coimbra, de quem chegou a ser assessor no Ministério da Cidadania em 2019, Alex Mariano será o secretário municipal de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana. Ele esteve tão engajado na campanha de Pazolini desde o início que foi um dos doadores, como pessoa física. Aliás, foi o segundo maior doador: sozinho, botou R$ 6 mil na campanha.
No dia 9 de dezembro, Pazolini foi entrevistado no podcast Papo de Colunista, de A Gazeta. Na oportunidade, perguntei-lhe se ele poderia nomear Neuzinha e Clebinho (então mais cotado) para o secretariado. Ele respondeu que poderia fazê-lo.

PARRINI ENTRA EM CAMPO

Tal como Pazolini, Sandro Parrini é formado em Direito pela Faculdade de Direito de Vitória (FDV). A título de curiosidade, chegou a jogar na seleção estadual da OAB-ES, na categoria máster, e o site da entidade informa que, em 2009, ganhou o prêmio de melhor jogador máster no 10º Campeonato Brasileiro de Futebol de Advogado do Conselho Federal.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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