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Eleições 2020

Neucimar: “Números provam que fui o melhor prefeito de Vila Velha”

Alfinetando o rival, ex-prefeito também afirma que Max Filho só está colando imagem na de Casagrande agora para compensar o fato de que sempre brigou com o governo estadual

Publicado em 11 de Novembro de 2020 às 04:01

Públicado em 

11 nov 2020 às 04:01
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Neucimar se prepara para novo combate com Max Filho
Neucimar se prepara para novo combate com Max Filho Crédito: Amarildo
Buscando retornar ao Poder Executivo em Vila Velha, o ex-prefeito Neucimar Fraga (PSD) afirma que os números provam que foi “o melhor prefeito de Vila Velha” desde o ano 2000 – ano da primeira eleição de Max Filho (PSDB) para a prefeitura. Numa entrevista que encerra a sua fase “paz e amor” e a trégua tácita estabelecida entre ele e o atual prefeito, Neucimar também deixa no rival uma alfinetada: de acordo com o ex-prefeito, Max agora está espalhando que tem excelente relação política com o governo Casagrande para compensar o fato de que sempre brigou muito com os ocupantes do Palácio Anchieta (especialmente com Paulo Hartung).
Neucimar resgata até o fato de que, em 2018, já de volta à prefeitura, Max ensaiou lançar candidatura ao governo do Estado, contra Renato Casagrande (PSB), de quem hoje se diz grande aliado, e só abortou o plano porque não encontrou um partido que acolhesse a candidatura.
Em tempo: isso realmente ocorreu, e houve até “Dia do Fico”, com direito a anúncio de Max, na sede da prefeitura, de que não deixaria o cargo, com a presença do ex-governador Max Mauro e do ex-prefeito Vasco Alves. Também é fato que Max brigou muito com Hartung, especialmente nos dois primeiros governos deste, como um rescaldo da derrota de seu pai, Max Mauro, na eleição para o governo do Estado em 2002.
Por outro lado, se a população canela-verde concorda que Neucimar foi “o melhor prefeito da cidade” desde o ano 2000, a resposta terá que começar a ser dada nas urnas, no próximo domingo (15). Será uma nova oportunidade para Neucimar provar o que sustenta.
Mas não se pode ignorar que, nas últimas eleições municipais, o eleitor vilavelhense recusou-se a lhe dar uma segunda chance. E ainda ecoam as vozes das urnas que discordaram dessa tese em 2012 e 2016. Nessa terceira tentativa seguida de voltar à prefeitura, Neucimar precisa silenciar esses ecos do passado.
Acompanhe a entrevista completa de Neucimar Fraga à coluna:

Na reta final do 1º turno, o atual prefeito, Max Filho, intensificou a estratégia de colar a imagem dele à do governo Casagrande e de realçar sua boa parceria institucional com o atual governo estadual. Em determinado trecho, ele diz, nas entrelinhas, que, se ele não for reeleito, essa boa relação estará ameaçada. Como o senhor avalia essa fala e essa estratégia do seu adversário?

Acho que ele está querendo se auto-afirmar porque o histórico dele nunca foi de boa relação com o governo do Estado, nem com Renato [Casagrande] nem com Paulo [Hartung].

Quando o senhor fala de Casagrande, refere-se ao primeiro governo dele, de 2011 a 2014 (quando Max não era prefeito), ou ao atual?

Max nunca foi de se relacionar bem com nenhum governo. Na própria eleição de 2018, ele quis sair da prefeitura para ser candidato contra o Casagrande. Só não conseguiu sair porque nenhum partido o aceitou. E tudo indica que ele vai sair, na metade do mandato, para concorrer ao governo do Estado contra o próprio Casagrande.

Em 2022?

Isso.

Quais são os indícios que apontam para isso que o senhor afirma?

Ele tem afirmado isso e não esconde de ninguém o desejo de disputar o governo. Essa história de que Vila Velha corre risco de perder interlocução com o governo do Estado é falácia. Sempre tive uma boa relação com Paulo Hartung. Também tenho uma boa relação com o governo federal. Independentemente do resultado da eleição, Vila Velha nunca mais vai ficar isolada como ficou no passado.

E quanto à sua estratégia de campanha para esses últimos dias? Nas redes sociais, sua campanha está trabalhando a marca de que o senhor foi o melhor prefeito de Vila Velha nos últimos tempos, em matéria de resultados e de desenvolvimento econômico. O senhor confirma isso? De fato considera que tenha sido o melhor prefeito da cidade? E, se pensa assim, o que o leva a dizer isso?

Não sou eu que estou me considerando. São os indicadores do município, no nosso período de governo [de 2009 a 2012]. Quando você faz um histórico dos indicadores de Vila Velha de 2000 até 2020, os indicadores informam isso: o IDH do município, os indicadores de desenvolvimento, capacidade de investimento, capacidade de investimento com recursos próprios, gasto com pessoal sobre a receita municipal. Nós investimos cerca de 18% a 20% da receita total do município ao ano. E esses indicadores combinam com as entregas que também fizemos.

O senhor fala muito em desenvolvimento econômico e investimentos em infraestrutura. São suas principais bandeiras?

O principal eixo do nosso governo vai ser o desenvolvimento econômico. Para fazer os demais investimentos, precisamos desenvolver a cidade. Nós precisamos tirar Vila Velha desse marasmo, dessa inércia em que se encontra, e fazer a cidade voltar a crescer, para aumentar os recursos para investimentos em políticas sociais.

Na sua propaganda de rádio e TV, o senhor tem destacado a retomada de obras viárias estruturantes iniciadas no seu governo e paralisadas desde então, como a alça da Terceira Ponte e melhorias na avenida Carlos Lindenberg. O senhor promete retomar mesmo essas obras, se eleito for, mesmo com uma situação econômica desafiadora? E os recursos para isso?

Sim. Da mesma forma que encontramos a cidade em 2009, em um cenário de crise econômica mundial, nós estamos encontrando agora. E acreditamos em nossa capacidade de articulação junto ao governo do Estado e ao governo federal. Vamos reduzir também o custeio da cidade, para aumentar a capacidade de investimento e ser menos dependente de empréstimos, seja nacional ou internacional.

O prefeito Max Filho sempre destaca o empréstimo de quase US$ 30 milhões obtido por ele junto ao Fonplata, a primeira operação de crédito internacional da história de Vila Velha. O senhor considera que isso tenha sido um erro?

Não vou dizer que foi um erro. Acredito que tenha sido um equívoco optar por um financiamento internacional, em dólar, em vez de um financiamento do Finisa [linha de crédito da Caixa Econômica Federal], a que todos os municípios tiveram acesso, com juros mais baixos e em moeda local. Isso aumenta o endividamento da prefeitura e mostra incapacidade de articulação com o governo estadual e o federal.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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