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Facebook, Instagram e WhatsApp

Pane nas redes sociais nos deu sete horas de paz e de caos

Que lição tirar de tudo isso? Estar presente em outros canais, ainda que alternativos, é uma forma de não ficar refém de redes monopolizadas

Públicado em 

07 out 2021 às 02:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

Uso do Whatsapp para conversas entre patrões e empregados pelo WhatsApp é considerado adequado pela Justiça trabalhista
Sem WhatsApp, usuários buscaram alternativas de comunicação on-line Crédito: Syifa5610/ Freepik
Segunda-feira, 4 de outubro de 2021, 12h40. Talvez você estivesse almoçando ou já almoçado, e no descanso do almoço, tentou dar aquela espiada nas redes, ou ainda, responder mensagens, e nada. O que houve? Acho que é a internet. Alguns reiniciaram o celular e nada. Daí um pouco vem a notícia: pane global nas redes sociais.
Tudo fora do ar por quase sete horas e, até então, Zuckerberg em silêncio. O que houve? Em sete horas off-line, muitas perguntas e cenários foram instalados. Um deles é o cenário de paz: nenhuma mensagem e nenhuma necessidade de responder nada. Por outro lado, o caos, vendas que deixaram de ser feitas, prejuízos significativos (não só nas ações do Facebook) mas no bolso de muitos. E, por outro lado, muitos tendo que dar um jeito para se comunicar. Se por um lado experimentamos uma vida desconectados, por outro experimentamos uma vida descompassada.
As sete horas de pane nos levaram a muitas perguntas e muitas afirmações: o que fazer agora? Como seria meu negócio sem a rede social? Por outro, afirmamos para nós mesmos: como somos reféns da rede! Sim, e mais do que isso, somos reféns de redes monopolizadas, redes de um só servidor.
Sete horas foram suficientes até mesmo para desejar estratégias novas ou alternativas para os negócios. Sete horas foram suficientes para, em meio ao caos das empresas do Zuckerberg, empreendedores da tecnologia e do digital fomentarem ideias de novas redes já que elas movem o mundo.
Saímos da pane atônicos. Pensativos. Tentando configurar nossas mentes para um mundo sem redes, mas parece não ser mais possível viver desconectados. Parece não fazer mais sentido um mundo off. Para Gui Rios, diretor executivo da SA365, é difícil não ser afetado por falhas como essas devido à forte audiência que essas redes atraem na internet. “Seria muito romântico da minha parte falar que precisamos diversificar canais, porque isso vai aumentar muito o custo de produção e em uma audiência que seja menor”, ressalta, porém alerta que é preciso ter um plano B para quando situações desse tipo acontecerem. “Temos que ter um plano B, a verdade é essa. Mas o plano A ainda é muito forte, tem muita audiência. A verdade é que as marcas e agências são muito reféns do Facebook como um todo”, completa.
Por outro lado, parece ser urgente a criação de um escopo de dados próprio, que esteja em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, para ajudar as marcas em meio ao caos. Quem se mostrou firme e forte foi o Twitter, o Telegram. Já se fala em novos 70 milhões de usuários com a Pane do WhatsApp. O Twitter fez até piada. Que lição tirar de tudo isso: estar presente em outros canais, ainda que alternativos, é uma forma de não ficar refém de redes monopolizadas que, hoje, são fundamentais para fazer a roda da economia e do seu negócio girar.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

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