Já emplacamos um ano de pandemia, o tempo das lives, das telas, do digital e sua revolução. Agora, com a chegada da vacina, viveremos o tempo da esperança do contato, da presença, do toque, mas isso não vale somente para o contexto social, vale também para as marcas e suas relações com os clientes e consumidores.
Eu lia recentemente, em artigo redigido pela Marina Daineze, diretora de imagem e comunicação da Vivo: “Entre tantas prioridades a que as pessoas foram impostas a reorganizar, três aspectos se mostram centrais: o tempo, a saúde e as relações. Isto significa que olhar para a qualidade do tempo, da saúde e das relações se tornou essencial e urgente. Estou certa de que a chave para criarmos mais valor e relevância para nossas marcas passa por conectá-las a essas demandas que vão além do consumo e estão intrinsicamente ligadas às escolhas pessoais e a cultura e valores destes novos tempos”, frisou ela.
No fundo, precisamos pensar em estratégias para além do consumo, estratégias que valorizem culturas, relações, estratégias capazes de construir conexões com mais significado nas diversas experiências com nossos clientes. Fazer com que aqueles que entrem no meu estabelecimento, não entrem para consumir, mas para fazer uma experiência que marque, que deixe a sua marca impressa na consciência e no comportamento.
Precisamos estar no on-line, mas viver o off-line, é preciso equilibrar esses dois mundos e fazer deles uma balança de autoridade, autonomia, liberdade e acessibilidade, evitar robotização e ampliar a humanização dos processos. Por outro lado, precisamos criar vínculos capazes de olhar “olho no olho”, fazer os olhos brilharem e sorrirem pela experiência compartilhada, pela vivência sensorial e integral.
A marca que não modificar esse olhar poderá viver fora do tempo e, assim, desidratar a história e a própria marca. Mais do que nunca, precisamos ter um olho na tela e outro nas relações. Precisamos estar no mundo digital, mas não podemos suprimir a presença, precisamos salvar contatos e ter con-tato. Toda e qualquer forma de aproximação cria vínculos, fideliza e gera no cliente aquilo que ele mesmo busca, a experiência afetiva e simpática, e não o contrário.
Diz ainda Marina Daineze que este é um momento e uma oportunidade única para revisitarmos nossa proposta de valor, produtos, serviços e iniciativas sob uma nova ótica, mais centrada nas pessoas e no planeta. “Observando com atenção, percebemos que, a partir da drástica transformação imposta pelos novos tempos, algumas motivações emergiram, como a busca por ressignificar o consumo, o trabalho, as relações e a nossa vida. As marcas não podem ignorar esta mudança”, concluiu ela.
Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta