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É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

A influência das redes na saúde mental

O universo das notificações que não param de chegar e a exigência de uma resposta imediata e veloz como a internet precisam ser refletidos

Publicado em 28/01/2021 às 02h00
Atualizado em 28/01/2021 às 02h04
Mulher tira foto
Nossa exposição nas redes sociais está intimamente ligada à nossa saúde mental. Crédito: Pexels

O Janeiro Branco está chegando ao fim, mas a causa continua. Buscar e conscientizar sobre a saúde mental deve deixar de ser tabu e se tornar normal, a ponto de fazer parte do nosso cotidiano e ser vista como necessidade plena de bem-estar. Hoje, uma das questões mais fortes e latentes sobre a saúde mental são as redes sociais. 

O universo das notificações que não param de chegar e a exigência de uma resposta imediata e veloz como a internet precisam ser refletidos, pois as redes foram feitas para o homem e não o homem para as redes. Sobre isso, proponho nesta última quinta-feira do mês de janeiro refletirmos juntos as duas telas da questão em abordo: as redes sociais como espaço de carência e as redes sociais como ócio de fuga.

Se há uma coisa que muitos de nós (digamos a maioria) não possui afeição, é o ficar com a gente mesmo, visto que fomos criados para “estar em modo ativado” a todo momento. Portanto, se “sobra tempo”, preenchemos ele nas redes sociais. Porém, os resultados desses preenchimentos custam caro, e aos poucos vão retirando de nós a sensibilidade para com a gente mesmo, e vamos nos tornando mais velozes, mais expostos, mais exigentes, mais carentes, e por aí vai. 

Basta abrirmos as redes sociais e veremos o tanto de frases que são compartilhadas dia a dia. Isso não quer dizer que ampliamos nossa capacidade filosófica, mas vamos com ela, nos desnudando, vamos nos expondo ao máximo (como se fosse um grito de socorro). Tudo, mas tudo que compartilhamos, diz o que nós somos e o que estamos passando. Mas, a pergunta poderia ser: o que está me levando a fazer isso?

Esse comportamento acaba gerando em nós o instinto de fuga. Para fugir da realidade de tristeza, eu posto uma foto sorrindo; para fugir da realidade de fraqueza, posto uma foto fazendo o máximo de esforço; para fugir de quem eu sou, eu posto algo que não condiz comigo mesmo; para fugir dos julgamentos, eu compartilho o que outro acha de mim. Mas, fugir não é a melhor atitude. A melhor atitude é decidir se enfrentar, enfrentar os próprios medos, os próprios incômodos e as próprias divisões.

Vejamos: a nossa exposição está intimamente ligada à nossa saúde mental, saúde emocional. Isso é tão verdade que imagino que todos nós, tanto eu como você, já vivemos a experiência de rever o feed e apagar uma série de coisas que postamos há um tempo atrás. Quem não fez isso, que atire a primeira pedra! E o que isso mostra? Mostra que aquela publicação não faz mais sentido para mim, que ela dizia muito mais o momento que eu estava vivendo, do que eu mesmo. Olha aí a saúde mental. Quando evoluímos no processo emocional, muitas coisas, muitas publicações deixam de fazer sentido, porque nossa compreensão de mundo e de nós mesmos, evoluiu.

O Janeiro Branco existe para isso: criarmos consciência que a saúde mental não pode passar em branco. Urge a necessidade de sermos mais nós mesmos, de compartilhar o que somos, independente disso agradar ou não ao outro. Não permitir que as redes e seus espirais o influenciam a ponto de retirar a sua paz, é uma questão de saúde e de vida. Pense nisso!

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