Dos cinco desembargadores, quatro já deram seu voto e empataram a decisão. Está sendo aguardado o último voto para decidir se o valor deverá ou não ser pago. Um total que pode ser até maior se houver uma atualização.
O caso envolve uma sentença de 2019 que vem sendo questionada. Em 2024, integrantes da mesma Câmara Cível haviam suspendido o pagamento do valor. Mas houve um recurso e o processo voltou para um novo julgamento, que começou no último dia 5 de março.
Até o momento os desembargadores Dair José Bregunce e Eliana Junqueira votaram pela suspensão da multa, enquanto Robson Albanez e Arthur Neiva para que o valor seja pago. O desempate será com o voto de Júlio César Costa de Oliveira.
A sentença que originou a multa também resultou em uma das seis investigações disciplinares (PADs) instauradas contra o juiz que a proferiu, Maurício Camatta Rangel.
Ele está afastado de suas funções desde agosto de 2024 após a
Operação Follow The Money, realizada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).
Ela investigou um suposto esquema para concessão de sentenças para saques fraudulentos de heranças, que resultou em uma ação penal onde o magistrado se tornou réu.
A partir da operação, outras sentenças dele passaram a ser investigadas, como a que foi concedida em 2019 no caso da Codesa e TA Oil.
Por nota, a Vports, que administra o Porto de Vitória após a privatização da Codesa, informa que não se manifesta sobre o julgamento.
A defesa do juiz Maurício Camatta Rangel, que atua no PAD deste caso, não foi localizada, mas o espaço segue aberto à manifestação.
O advogado Marcos Horácio Miranda, que representava a TA Oil, não retornou aos contatos, mas o espaço segue aberto à manifestação.