No próximo dia 3, sentará no banco dos réus o engenheiro Patrick Noé dos Santos Filgueira, acusado de feminicídio contra a esposa, a professora Danielly Wandermurem Benício. O crime aconteceu em Jardim Camburi, em Vitória, em dezembro de 2017.
Entre as provas técnicas que serão apresentadas aos jurados — o Conselho de Sentença — estão laudos periciais cadavéricos, de local do crime, médico-legal e de celulares, além de esclarecimentos técnicos, exames periciais, respostas a quesitos apresentados pelas partes, pareceres técnicos, extrações de dados de equipamentos. Ao todo, são 26 documentos, segundo a lista constante em decisão do Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, onde o caso tramita.
Além do volume de provas, haverá o depoimento do réu e serão ouvidas 25 testemunhas, muitas delas sob “cláusula de imprescindibilidade”, ou seja, aquelas cujas informações são consideradas importantes para o processo. São peritos, policiais, funcionários do prédio onde o crime ocorreu, familiares, amigos e pessoas que se relacionavam com a professora, com o engenheiro ou com o casal.
A quantidade de provas e depoimentos indica que este pode ser um júri popular longo, com previsão de durar até uma semana, alerta feito na decisão que designou o dia do júri.
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O crime e as acusações
Danielly Benício, que lecionava Geografia em uma escola particular de Vitória, foi encontrada morta em 30 de dezembro de 2017, no apartamento em que o casal morava, em Jardim Camburi. A causa da morte foi apontada como hemorragia na cabeça devido a traumatismo causado por ação contundente.
Patrick Noé foi acusado de homicídio qualificado por motivo fútil e feminicídio, em um contexto de violência doméstica e familiar. A acusação sustenta que o engenheiro nutria um sentimento de posse e controle sobre a vítima, monitorando suas redes sociais através de um "clone" do aplicativo de mensagens.
Imagens de videomonitoramento do prédio mostraram que ele foi a última pessoa a entrar no apartamento antes da morte da professora, permanecendo no local por cerca de dois minutos antes de sair novamente.
O advogado de defesa não foi localizado, mas o espaço segue aberto a eventuais manifestações.
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