Três integrantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) foram condenados na tarde desta quinta-feira (8), em júri popular realizado em Vitória, a penas que somam 240 anos e 9 meses de prisão por tentativa de assassinato contra quatro policiais militares.
Após dois dias de júri, foram aplicadas as seguintes penas, segundo a sentença do Juízo da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri da Capital:
Deivid Nogueira Machado Pirola, o “Nogueira” ou “Nog” - 67 anos e 9 meses
Filipe Florentino Paulino - 86 anos e 6 meses
Marcio de Oliveira da Cruz, o “Ferrugem” - 86 anos e 6 mese
Eles foram condenados por quatro tentativas triplamente qualificadas contra os PMs, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte de arma de fogo de uso restrito. Deivid recebeu uma pena menor por ser réu primário e ter menos de 21 anos na época dos crimes.
Investigação da Polícia Civil a partir da Operação Krampus identificou 19 integrantes do TCP com atuação nos bairros Morro do Cruzamento, Ilha de Santa Maria, Itararé e Morro do Macaco. Entre eles os três condenados, um deles foi apontado como o ‘dono’ do Morro do Cruzamento.
Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique neste link
Os crimes
As tentativas de assassinatos contra os quatro policiais ocorreram em 27 de outubro de 2023. Os PMs foram checar informações recebidas pelo disque-denúncia sobre a traficância de drogas no Morro do Cruzamento, em Vitória, praticada pelos criminosos. No caminho os quatro se dividiram em duas frentes.
Ao chegarem ao local, uma área aberta conhecida como campo Itália, o primeiro grupo encontrou 9 criminosos contabilizando drogas e três deles estavam com armas. Houve confronto com os policiais e todos foram detidos.
Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), as investigações revelaram que os três denunciados eram integrantes do TCP. “Tanto é assim, que eles portavam armas de fogo, faziam a contenção e a segurança dos demais faccionados que contabilizavam e dividiam substâncias entorpecentes quando foram flagrados pelos policiais militares”.
Outras seis pessoas que não foram acusadas de tentativa de homicídio foram alvo de outros processos por crimes relacionados a tráfico.
O espaço segue aberto a eventuais manifestações da defesa dos condenados.
MAIS COLUNAS DE VILMARA FERNANDES