Todo mundo que me conhece e lê esta coluna sabe o quanto eu sou apaixonado pelo empreendedorismo, pela criação de novos negócios e os desafios diários dessa vida. Portanto, ninguém vai estranhar minha empolgação ao contar aqui sobre a fundação do Instituto B55, uma entidade sem fins lucrativos que tem o propósito de ajudar pessoas que querem empreender e gerar impacto na economia e na sociedade.
O B55 será aberto em 6 de março, em São Paulo. Será um hub de empreendedorismo para fortalecer aquelas pessoas que ousam criar uma empresa e fazê-la crescer no Brasil. A ideia do B55 é ser um ambiente para gerar conexões, onde os interessados estarão em contato com empreendedores de sucesso e que têm experiências para compartilhar, um lugar para gerar trocas reais, capazes de impactar o rumo de um negócio e fazer a diferença na trajetória de alguém.
Para atingir esses objetivos, o mais importante são as pessoas envolvidas. O B55 será tocado por Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, da Stone, e David Vélez, do NuBank. Guilherme, André e David são empreendedores de verdade, que começaram seus negócios do nada, tiveram de aprender tudo e construíram empresas líderes no mercado financeiro.
O Brasil está pronto para o que o B55 pode oferecer. Há 15 anos, o país tinha 6 milhões de empreendedores, hoje tem 25 milhões. Segundo pesquisas de opinião, 80% das pessoas sonham em empreender. Apesar disso, 73% das empresas brasileiras estão estagnadas - ou seja, não fecham, mas também não crescem, ficam ali fazendo o que sempre fizeram, produzindo os mesmos resultados.
Pode parecer que está tudo certo, mas essa situação gera um círculo vicioso para a economia, com pouca inovação, baixa produtividade e baixa competitividade. Enquanto isso, uma minoria de empresas consegue construir negócios que evoluem, crescem, se multiplicam, dominam o mercado e têm impacto. A ideia do B55 é ajudar quem está querendo crescer a enxergar como fazer isso e colocar ações em prática.
A vida do empreendedor é dura e solitária. Na maior parte do tempo, ele não tem com quem dividir pensamentos sobre o negócio, dúvidas e angústias. Compartilhar sua experiência com quem já fez - e fez bem – ajuda demais. Como disse Guilherme Benchimol numa entrevista para mim na CNN Brasil, “às vezes, um insight pode ajudar a mudar a trajetória desse empreendedor que está querendo aprender”.
O B55 oferecerá essa oportunidade, num nível que o Brasil nunca viu. Além de Guilherme, André e David, 30 dos maiores empresários do Brasil se comprometeram a participar do instituto para compartilhar experiências com os interessados. Entre eles estão Jorge Paulo Lemann (3G Capital), David Feffer (Suzano), Henrique Dubugras (Brex) e Renata Vichi (Kopenhagen).
Lemann é o maior dos empreendedores brasileiros. Criador do Banco Garantia, que mudou o mercado financeiro, é sócio do 3G Capital, que tem participação em gigantes mundiais, além de ser uma referência na administração de negócios, que influencia gestores e é admirado até por Warren Buffett, o maior investidor do mundo. No lançamento do B55, ele me disse algo fundamental. “Ninguém conta como é difícil empreender. Tem de ter paciência para aguentar problemas por muito tempo. E atrair gente boa para trabalhar com você é complicado”.
Empreender transforma. Investir em gente transforma. O Instituto B55 nasce para ser esse lugar onde gente que empreende poderá se encontrar, trocar ideias, aprender, crescer e transformar o Brasil.
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