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Crítico de cinema e apaixonado por cultura pop, Rafael Braz é Jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

Silva: "Sentia que estava entregando só parte da minha personalidade"

Completando 10 anos de carreira, Silva lança "De Lá Até Aqui", trabalho em que reimagina músicas de sucesso em versão mais intimista, e fala sobre sua primeira década de trajetória

Vitória
Publicado em 10/10/2021 às 18h04
Lúcio Silva, cantor e compositor capixaba
Lúcio Silva, cantor e compositor capixaba. Crédito: André Paste/Divulgação

Acompanhar a carreira do Silva tem sido interessante. Em 10 anos, o menino tímido se tornou um queridinho do indie antes de romper a bolha do pop alternativo para chegar ao mainstream, fazer parcerias com gigantes da música brasileira e se tornar um dos mais importantes músicos do Brasil. Lúcio continua tímido, mas é uma timidez diferente, que separa o Lúcio do Silva. Talvez por isso ele sempre fale do “Silva” como “a gente”, se referindo ao irmão e parceiro musical Lucas Silva e ao produtor André Paste.

“A gente faz tudo como se o Silva fôssemos nós três, não só o business, mas a parte artística também”, conta Lúcio, em entrevista por chamada de vídeo para divulgar “De Lá Até Aqui”, seu novo trabalho. Lançado na última semana, o disco reúne dez músicas para marcar os dez anos de carreira do músico - são nove releituras e a inédita “Pra te Dizer que Tô Feliz Assim”, em que canta “Meu caminho não é reto pra lá/ Ninguém me falou onde é que ia dar/ Eu saí com a certeza de errar/ Cheguei para não voltar”.

“Decidimos pegar uma música de cada álbum, o que é um trabalho difícil à beça porque cada uma tem uma história, tenho um apego emotivo com elas, sabe?”. É interessante, assim, que as escolhas não sejam as mais óbvias. Do EP de estreia, Silva resgata a ótima “Cansei” em uma versão alegre, conduzida por um violão de aço, e com um clima totalmente distinto da lançada no EP de estreia, em 2011, ou em “Claridão”, no ano seguinte.

Lúcio diz não ser muito de reouvir seus discos após o lançamento, mas garante ter gostado da experiência: “tem umas coisas que eu não sei nem fazer de novo (risos)”, brinca. Revisitando as músicas, ele pode também repensá-las para o novo formato e escolher as que casariam com o tom minimalista do projeto. Assim, “No Seu Lençol” é apresentada de forma bem próxima à original, mas “Sou Desse Jeito” deixa no original todas as camadas de sintetizadores para ganhar uma linda versão quase à capela, acompanhada apenas pelo violino que Lúcio garante não tocar há bastante tempo, “estava pegando teia de aranha”, conta.

Lúcio Silva, cantor e compositor capixaba
Lúcio Silva, cantor e compositor capixaba. Crédito: André Paste/Divulgação

Boas surpresas também são as regravações de “Pra Vida Inteira”, gravada originalmente com Ivete Sangalo, e “Por do Sol na Praia”, registrada com Ludmilla. Ambas mantêm os climas originais, pra cima, mas num momento mais íntimo, como em um show em um pequeno teatro.

A forte ligação de Silva com o axé, inclusive, é uma de suas guinadas na carreira. Até o início de 2020, o músico excursionava com seu “Bloco do Silva”, algo nunca imaginado no início da jornada. “Esse meu apego com o Bloco e com a música da Bahia é grande, mas eu fui muito proibido de ouvir. Não era na verdade proibido, lá em casa nunca foi assim, mas era uma família toda crente e eu não ia botar a "Dança da Manivela" (risos) num churrasco”, brinca.

A abertura para novos ritmos foi fruto também de uma mudança na cabeça de um jovem que cresceu em um ambiente de igreja - Lucas, o irmão, era um músico de carreira muito bem sucedida no circuito evangélico. “Hoje (os familiares) já são muito abertos, já os fiz entender que pode não ser a religião deles, mas que é importante. É um trabalho que tem que ser feito sempre e eu acho muito importante. Você vê a evolução das pessoas ao seu redor, a maneira como elas pensam diferente hoje”.

Na entrevista abaixo, Lúcio Silva fala sobre o novo trabalho, gravado na casa que construiu (mais uma vez) ao lado do irmão na região serrana do Estado e sobre seu desgosto para comemorar os próprios aniversários, mas também sobre o processo de furar bolhas na carreira, a timidez, a cara de bom garoto e da ânsia pela volta aos palcos para reencontrar público e também companheiros que passaram por dificuldades durante a pandemia. Confira.

Como foi feita a seleção dessas nove músicas, além da inédita, pra um trabalho que marca seus 10 anos de carreira?

Foi uma ideia que a gente teve de fechar em 10 faixas, algo que sempre ajuda o processo, delimitar, saber até onde a gente vai ajuda a criatividade. Eu, o Lucas e o André (Paste?"), que é nosso braço direito. A gente faz tudo como se o Silva fôssemos nós três mesmo, não só o business, mas a parte artística também. Eu gosto muito de ouvi-los, trocar referências musicais. É um grupo mesmo, de amigos, acho que isso enriquece a vida e todo mundo precisa disso. O que iríamos fazer? Então decidimos pegar uma música de cada álbum, o que é um trabalho difícil à beça porque tem um apego emotivo com cada música, cada uma delas tem uma história. Eu não sou muito de ouvir meus discos, sabe? É legal que quando você se reouve, você começa a perceber umas coisas sobre você mesmo. "Cara, olha como eu mudei, olha como minha voz tá diferente". Tem algumas coisas que eu não sei nem fazer de novo mais. Foi um prazer revisitar isso porque eu fiquei emocionado ao entrar em contato de novo com minha própria música, achei legal reapresentar minha música pra mim mesmo. Escolhi as que achava que funcionariam bem do jeito que a gente se propôs a gravar, porque tem música que funciona melhor com banda, com um certo tipo de arranjo, que funciona com synth, sopros, mas tem outras que estão completas com voz e violão.

No vídeo de "Cansei" tinha gente nos comentários muito emocionada com a seleção da música pra ser regravada. Tem um significado pra você, mas tem um significado pra quem te acompanha também, né?

Pois é... Tem gente que tem histórias lindas, me mandam textos gigantes com as histórias. As que eu consigo ver, porque às vezes é mais do que eu dou conta, me emocionam muito. É doido, né? Fora a interpretação da pessoa sobre aquilo, né? A gente faz pensando em uma coisa, mas a pessoa leva a música pra história dela e interpreta do jeito dela, criando uma narrativa às vezes linda.

Você já tinha em mente o que funcionaria melhor como uma bossa, ou com o violão de aço, o piano ou outro formato?

Eu nunca mais tinha usado violão de aço. Usei antes, quando era mais novo, mas na minha carreira... Eu entendi que o violão de nylon tem uma representatividade musical quando você fala de Brasil. Claro que o violão de aço também tem, tanto que a nossa música mais popular no Brasil é o sertanejo, que usa o violão de aço o tempo todo. Mas historicamente o Brasil ficou conhecido como o país do violão de nylon. Eu quis o violão de aço pra dar essa quebra. Eu sempre acho legal elementos surpresas mesmo que o projeto seja bem simples. Esse elemento surpresa pode estar no repertório, em uma música inusitada ou na escolha de instrumentos, de trazer um timbre novo, uma coisa legal para o ouvido. O violino eu também desenterrei, pois nunca mais tinha tocado, tava pegando teia de aranha (risos). A escolha foi assim: "'Cansei' no violão de aço vai ficar bom, vai ficar diferente". Aí lembrei de quando meu irmão me mandou a melodia lá atrás, em 2009, eu ainda morando na Irlanda. Ele tocava um violão de aço com uma afinação diferente e eu fui em busca dessa afinação de que eu nem lembrava mais.

Lúcio Silva

Cantor e compositor

"Eu sou um cara que detesta aniversários (risos). Os meus aniversários, sabe? Eu adoro comemorar aniversários de amigos, sou sempre o que bota pilha, mas quando é o meu eu não quero fazer nada, quero sair pra beber e tá tudo certo (risos)"

E "Pra Te Dizer que Tô Feliz Assim" já existia ou foi composta pra esse disco?

Foi feita agora, quando a gente já tava gostando da ideia de celebrar 10 anos. Eu sou um cara que detesta aniversários (risos). Os meus aniversários, sabe? Eu adoro comemorar aniversários de amigos, sou sempre o que bota pilha, mas quando é o meu eu não quero fazer nada, quero sair pra beber e tá tudo certo (risos). Esses 10 anos, se não fosse André e meu irmão, eles provavelmente passariam em branco. Eu sou do tipo que diz que 10 anos é pouco, a carreira não tá nem adolescente (risos), mas eles falaram "olha quanta coisa a gente fez, foi quase um disco por ano". Minha música me levou pro Japão, pra Portugual, EUA, lugares onde eu nunca tinha ido na vida. Talvez eu até fosse pra lá de outro jeito, mas minha música me proporcionou isso, sabe? Acho que foi uma forma de celebrar tudo o que a gente já viveu, de ter conseguido esse feito, de levar minha música a mais pessoas. Eu vim de um meio tão indie, tão nichado, que quando me vi tocando no Bloco do Silva, em São Paulo, ano passado... Nossa, parece que foi há muito tempo. A gente foi tocar no Memorial da América Latina pra quase 10 mil pessoas. Agora é um público misturado, gente de todas as idades.

Você saiu do nicho indie mesmo sendo pop desde o início. Foi o "Silva Canta Marisa" que deu esse salto?

Marisa, Marisa... Foi quando eu comecei a ver que tinha furado uma bolha. A gente foi furando várias bolhas depois. Acho que começou até um pouquinho antes, com o clipe de "Feliz e Ponto", que foi meio causante (risos)... Até pra mim. Foi a época que eu estava me assumindo, falando de questões sexuais sobre as quais nunca tinha falado, eu era quase um padre (risos).

Esse clipe chocou muita gente que te conhecia antes...

Ouvi coisas horríveis, brincadeirinha e tal. Ali eu furei uma bolha. É um pouco chocante, tem nudez. Essa coisa de um trio bissexual tem uma coisa que eu nunca tinha visto ninguém fazendo por aqui daquela forma, com nudez, com pegação, maconha... Eu chutei o balde (risos) e estava precisando disso. Eu sou um cara que vim da igreja, que cresci em igreja e tenho essa cara de menino bom. Todas as avós e mães sempre me amam, sabe? Falam que eu sou um genro que elas queriam, sempre tive essa coisa. Eu sou doce, sou desse jeito, é meu jeito real, não é um personagem, mas eu senti que estava entregando só uma parte da minha personalidade. Foi a hora que eu comecei a ver que ser artista também tem a ver com mostrar os demônios, um lado mais sexual, mais irônico, mostrar mais deboche, ser mais de verdade.

Eu me lembro quando um amigo que também vem desse universo de igreja me mandou o link do seu primeiro EP e falou "ouve isso". Logo depois a gente foi atrás de você pra fazer matéria, saíram matérias em outros grandes jornais, foi pouco antes do "boom". Você era muito tímido, ainda é, na verdade, isso não é algo que se perde, mas você explodiu, quebrou barreiras como artista, como pessoa. Foi difícil pra você esse processo de crescimento?

É engraçada essa parte da timidez porque eu sou realmente tímido, é uma característica que eu me lembro que todas as vezes que a imprensa falava de mim era sempre assim: eu era "o capixaba Silva" e depois "o tímido cantor capixaba Silva" (risos). É engraçado que minha mãe é professora de música e eu comecei a estudar música com um ano e meio (mostra uma foto de um Lúcio ainda bebê em uma aula de música ao lado da irmã). Quando era mais novo, adolescente, eu era muito pra frente. Eu tenho ouvido bom, o que chamam de ouvido absoluto, estudei violino... Na Fames (Faculdade de Música do Espírito Santo) eu terminava os ditados de música muito rápido. Eu era muito exibido até uns 15 ou 16 anos, mas acho que essas questões sexuais todas, de me reprimir sexualmente por conta de um meio religioso, foram me deixando muito tímido, foram me tornando um cara inseguro comigo mesmo. Tem timidez que é minha mesmo, que é natural, que é a que eu carrego hoje. Eu fiz muita terapia, então hoje sou um cara que me cuido, cuido da cabeça, mas essa timidez de antes virou algo de autoestima baixa, de estar acostumado a me podar tanto que acabou me afetando. Nunca fui uma pessoa plena, sempre ficava ali, sem saber se pode ou não pode. Hoje eu tenho uma timidez trabalhada, tratada (risos), mas que ainda existe. Tenho certeza que agora, quando voltarem os shows, por eu estar sem ritmo, por estar vindo de uma pausa muito grande, vai ser um baque pisar no palco de novo.

Ainda mais vindo de um trabalho como o Bloco do Silva, né? Que era alto astral o tempo todo...

Exatamente. Era pauleira. Esse meu apego com o Bloco e com a música da Bahia é grande, mas eu fui muito proibido de ouvir. Na verdade nunca fui proibido, lá em casa nunca foi assim, mas era uma família toda crente e eu não ia botar a "Dança da Manivela" num churrasco (risos). Hoje já são muito abertos, já os fiz entender que pode não ser a religião deles, mas que é importante. É um trabalho que tem que ser feito sempre e eu acho muito importante. Você vê a evolução das pessoas ao seu redor, a maneira como elas pensam diferente hoje.

Voltando ao novo disco, a gente ouve o take ao vivo, ouve o vento, os pássaros... Mas quanto tempo foi necessário praqueles takes ficarem daquele jeito?

Eu até gostaria de ter gravado mais rápido. Os meus melhores takes são os meus três primeiros, é quando eu rendo muito bem. O primeiro, se eu estiver concentrado e bem ensaiado, que é o que eu gosto de fazer, eu gosto de matar de primeira porque depois fica uma reprodução do que você fez na primeira vez, a tentativa da tentativa, mas tem algumas em que eu precisei de uma concentração a mais pra ela ser o take. Precisava estar aquecido mesmo, com a mão aquecida, com a voz aquecida... Eu fiz o álbum em três dias.

E tudo gravado aqui na região serrana? As imagens do local são lindas, uma vista maravilhosa...

Foi na nossa casa, uma casa que fizemos antes da pandemia. Foi um sonho essa acontecer, um sonho! A gente sempre reclamava, eu e meu irmão... Moramos separado, cada um na sua casa, mas somos muito conectados. Somos dois adultos, solteiros, cada um com sua casa, tudo certo (risos). Queríamos ter um lugar pra nos encontrarmos e ficar junto, perto da natureza. A gente sempre ia pra casa de amigos, mas tinha que ficar em contato com eles, as famílias, outras pessoas, então a gente não ficava sozinho. Vimos essa necessidade, um investimento que seria importante porque o que nos fez chegar até aqui foi literalmente a nossa música. Pegamos o que tínhamos e resolvemos investir pra ter saúde mental e continuar tendo mais dez anos de carreira.

Antes da pandemia vocês já tinham o plano de gravar algo lá?

Eu tinha, mas eu queria esperar ter o estúdio lá, o que ainda não tenho, mas pra isso tem que voltar os shows, tem que entrar as verbas de shows pra gente conseguir tirar mais planos do papel. A gente quer fazer um estúdio bonitinho, pra ir com a banda, pros músicos e amigos ficarem lá com a gente, é o nosso sonho mesmo. Enquanto isso, gravamos na casa. Ela representa o trabalho, o que foi feito até aqui. Conseguimos fazer a casa agora pra aproveitar para o futuro. Eu estou muito feliz de ter feito lá, com esse repertório que significa tanto pra mim. Eu poderia ter escolhido outras tantas, mas aí seria um álbum triplo (risos).

Eu ouvi as novas versões e fui comparando com as antigas. Cada uma tem suas peculiaridades nesse formato. Quando os shows voltarem, pretende levar essas versões pro palco?

Quando voltar agora quero ir pra quebradeira (risos), com tudo o que tenho direito, com percussão, instrumentos de sopro, guitarra... Acho que foi muito tempo sem tocar e também tem o lance de eu ser muito amigo das pessoas que trabalham comigo. Eu já trabalhei com muita gente que tem uma relação apenas profissional com seus músicos, vai lá, tira a música, ensaia e pronto. Tem muito cantor que leva assim, mas eu não consigo ter essa relação, principalmente no palco.

São pessoas que estão com você o dia inteiro, viajando com você, trabalhando com você...

É a pessoa que pega o mesmo voo que você, que vai do seu lado. Você acorda todo dia e vai ensaiar, trocar ideia com ela, esperando no camarim, espera... É muita espera, né? Você passa o som e espera, toca o show e espera pra ir embora, então acho que tem que estar do lado de amigos e esses meus amigos passaram por maus bocados. Eu sou muito amigo da galera da graxa (roadies, técnicos, etc.) e no começo (da pandemia) eles vieram me perguntar se tava tudo bem eles fazerem outras coisas. Claro que tá tudo bem, pelo amor de Deus, façam o que acharem melhor enquanto a gente não tem o que fazer. Foi puxado. Eu e meu irmão temos a sorte de sermos compositores, então isso dá pra gente direitos autorais. A nossa música tem tocado por aí. Eu tenho essa consciência e por isso quero voltar com a banda, quero valorizar esses amigos que ficaram parados por tanto tempo. Eu quero que seja uma festa essa volta.

É sempre legal que você sempre se refere á carreira como "a gente". Uma amiga me mostrou uma vez o vídeo do Lucas tocando no Japão, pra uma galera, eu não tinha essa noção do que era a carreira musical dele...

Ele tem uma história gigante. O primeiro álbum do Lucas fui eu quem produziu, eu tinha 15 anos, um pirralho, mas metido a maestro. Quem toca violino e piano acha que já sabe comandar o negócio. Não é bem assim, mas na época eu achava (risos). E ele parou na época que começou a dar dinheiro pra ele, na época que ele tinha acertado, começado a tocar com frequência no Brasil todo, tinha um cachê bom, mas pra ele já não fazia mais sentido. É uma coisa que admiro muito no meu irmão, ele não ter feito o que muita gente faz. Tem muita gente que faz música que não é sacra, mas a carreira vai mal e ele de repente vira crente, vai pra igreja e faz um disco de hinos.

É um mercado musical grande, né?

Existe um mercado gigante, que vendia CD mesmo com a pirataria em alta. A gente virou um país evangélico, mas eu não falo mal depois que vi o Caetano falando em uma entrevista que já estamos num país com diferença social absurda, aí o cara chega a uma igreja, evangélica, católica, o que for, e vão saber o nome dele, vão orar em prol dele, vão saber pelo que ele está passando. Quem sou eu, pela minha história, criticar quem está lá. Está tudo certo. Eu tenho aprendido e amadurecido muito, talvez tardiamente, com meus 33, poderia ter aprendido antes (risos).

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