Nunca desista
As primeiras 24 horas após o sumiço do pet são primordiais. Assim que perceber a fuga, mantenha a calma, junte um grupo de pessoas e peça para que cada um siga por um caminho diferente chamando pelo nome do animal. Todos devem levar uma foto (pode ser no próprio celular) do pet perdido para mostrar enquanto conversam com os moradores, funcionários e donos de estabelecimentos comerciais, porteiros de prédios, entre outros da região, perguntando se o viram. Deixe o telefone de contato por onde passar ou com quem conversar, pedindo que caso o veja, por favor o resgate (passe as características do animal), que você irá buscá-lo.
Caso essa primeira tentativa não surta efeito, é hora de partir para outras estratégias. Procure uma ou mais fotos do pet em alta resolução, mostrando bem o seu rosto e corpo, use-as para imprimir panfletos e cartazes, escreva em letras garrafais, “desaparecido” e o nome do pet embaixo. Informe resumidamente as características físicas e comportamentais do animal e coloque os telefones para contato. Caso vá oferecer recompensa para quem encontrá-lo, informe, mas não o valor. É hora de sair pela vizinhança e o entorno colando os cartazes em pet shops, farmácias, supermercados, postes nas ruas, e outros. E distribuir os panfletos para a maior quantidade de pessoas possíveis.
As redes sociais são essenciais, hoje em dia, nessa busca pelo pet perdido. Utilize o Instagram, o Facebook, o Twitter e até o Tik Tok para postar as fotos e todas as informações do animal perdido, colocando os telefones de contato. Peça para que todos compartilhem. Quando for possível, marque o máximo possível as Ongs, os protetores de animais, os pet shops, os supermercados, as farmácias… Uma boa dica, que pode ajudar muito, é patrocinar o post abrangendo o público da região onde o animal se perdeu. Não esqueça das hashtags que têm alcance no bairro e entorno e na cidade como um todo. Existem sites e apps específicos de cadastro de animais perdidos, vale a pena tentar.
Mantenha contato direto com os CCZs (embora eles não recolham os animais, a não ser em casos de zoonoses), e também com as Ongs, os protetores de animais, os abrigos, esses são os primeiros lugares acionados quando alguém encontra um pet abandonado. E também nas clínicas veterinárias da região e entorno, alguém pode ter resgatado o pet e levado para uma consulta. Peça a todos que compartilhem as informações em seus grupos de whatsapp.
Nem sempre é fácil conseguir permissão para ver as imagens captadas pelos prédios e estabelecimentos comerciais da vizinhança e entorno, mas vale a pena tentar (a Letícia está fazendo isso e tem conseguido mapear o caminho que o Dom está fazendo pelas ruas, o que está ajudando bastante no planejamento da busca). Pet quando foge, pode tanto ficar por perto, e isso geralmente ocorre nos dois ou três primeiros dias, quanto andar quilômetros de distância. Colocar um carro de som com a voz do tutor na gravação chamando pelo nome do animal, entre outras coisas que ele gostava de ouvir, e percorrer a vizinhança e o entorno pode ajudar bastante. Mas não deixe a gravação de forma intermitente, pare algumas vezes para ver se ele escuta e aparece.
Nesse período de busca vão aparecer muitas pessoas com boa intenção e verdadeiramente querendo contribuir, mas é necessário cuidado. No cartaz e panfleto coloque apenas um telefone celular (e não desgrude dele, é muito importante atendê-lo ao primeiro toque), seu primeiro nome e não informe o valor da recompensa, mas que terá no caso de alguém encontrar o pet. Caso alguém ligue informando estar com o animal, peça fotos para confirmar a veracidade da informação. E na hora de ir buscá-lo, nunca vá sozinho, marque o encontro em um lugar movimentado, público, e jamais leve a recompensa em dinheiro, informe a pessoa que fará por transferência bancária e somente após ver o animal.
Fazer a busca pelo animal perdido à noite, pode ser uma boa alternativa, mas vá sempre em grupo e leve lanterna. Quando um pet se perde, ele fica muito assustado e provavelmente vai evitar lugares aglomerados, cheios de pessoas. Quando vai anoitecendo e as ruas vão ficando mais calmas, menos barulhentas, é enorme a chance dele deixar seu esconderijo. É nesta hora que talvez ele escute melhor o seu chamado. Grite alto pelo seu nome, e espere um pouco em silêncio para ver se terá alguma resposta. Leve com você algum alimento que ele goste muito e até um brinquedo sonoro com o qual ele costuma brincar.
Algumas pequenas atitudes podem evitar que seu pet fuja: mantenha o portão da casa sempre fechado; quando estiver na frente do portão, por exemplo, deixe que ele saia um pouco, treinando-o positivamente para que sempre fique por ali, nunca o deixando ir para longe, fazendo-o entender que naquele local ele está seguro; e quando sair à rua com ele, procure uma guia adequada e o mantenha sempre preso a ela.
Por mais que a gente acredite que a fuga de nosso pet nunca vai acontecer, pelos cuidados extremos que tomamos, isso pode, sim, ocorrer. Por isso, é primordial colocar no animal uma coleira resistente de identificação, como o nome dele e um telefone de contato. Quem preferir pode microchipá-lo. Trata-se de um pequeno dispositivo que é implantado sob a pele do pet. Por meio de um leitor específico, ele apresenta um código exclusivo que traz informações sobre o animal e um número de contato.
Jamais desista de procurar pelo seu pet. Existem casos e casos de animais de estimação que ficaram desaparecidos durante meses e que acabaram sendo encontrados. E acredite, esse reencontro não tem preço!