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Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

Seu pet fugiu? Confira 10 dicas para ajudar na busca

Após mais um pedido de ajuda para encontrar um pet fujão, desta vez o Dom (que ainda não foi achado), conversamos com a membra da diretoria do projeto Vira Lata Vira Luxo que deu algumas dicas importantes que podem contribuir na busca pelo animal perdido

Publicado em 03/08/2021 às 02h00
Dom descansando em casa. Agora está perdido pelas ruas. Ajude a achá-lo
Dom descansando em casa. Agora está perdido pelas ruas. Ajude a achá-lo . Crédito: Divulgação

O nome dele é Dom, um filhote de poodle com yorkshire, que nasceu em oito de março de 2020 . É o “filho de quatro patas” da dentista Letícia Prata Borges Araújo, e de suas duas filhas, a Julia, 10, e Maitê, 3 anos. Faz parte da família, ainda, o marido, Vitor de Freitas Araújo, além de um outro cachorrinho, o spitz alemão Coupé. Todos sempre viveram bons momentos juntos.

O Dom é um cachorrinho dócil, de pelo curto preto, e alguns brancos no peito. É comprido, dá a pata, pega bolinha, é brincalhão, adora correr e subir morros íngremes. Mas é uma criança, como todos os pets são. E como toda criança, basta um pequeno descuido, e pronto, pode sair pra rua e se perder.

Família Borges com o cachorro Dom
Dom é o “filho de quatro patas” da dentista Letícia Prata Borges Araújo, e de suas duas filhas, a Julia e Maitê. Crédito: Divulgação Letícia Prata Borges

E foi isso que aconteceu, sem querer, com o Dom. Em um descuido, o portão foi aberto por alguns segundos, e ele, sem ter noção do perigo, saiu, sem ninguém perceber, e se perdeu. E isso, acredite, acontece todos os dias com dezenas de pets, para o desespero de suas famílias, “A gente nunca pensa nisso, até acontecer, e só daí se dá conta da importância de identificá-los com uma coleira, com nome e telefone. Ou até um microchip, que descobri agora ser possível”, conta Letícia.

O susto está sendo tão grande - eles ainda não encontraram o Dom - que Letícia já comprou uma coleira para o Cupè, onde colocou todas as informações necessárias para identificá-lo. “A dor de não achar o Dom está sendo muito grande, estamos sofrendo demais, já conseguimos pegar imagens de vários locais onde ele aparece, muito assustado, correndo desesperadamente, muitas vezes entre os carros. No momento, ele está pelas redondezas da Avenida Rio Branco”.

Últimas imagens do cachorrinho Dom

Pensar que o Dom está perdido nesses dias de temperatura baixa, sem ter o que comer, sem beber água, muito assustado, está cortando o coração da família de Letícia.

“A gente está fazendo de tudo, caminhando dia e noite pelos lugares por onde Dom passou (são várias filmagens onde ele aparece), estamos conversando com os moradores e donos de estabelecimentos comerciais da região, com a população em situação de rua, distribuindo e colando cartazes com fotos e informações caso alguém o encontre e, agora, vamos colocar um carro de som com a minha voz o chamando para fazer o trajeto por onde ele foi visto. E estamos oferecendo uma recompensa para quem encontrá-lo. Eu peço, gentilmente, que se alguém o ver, tente acalmá-lo, resgatá-lo, e entre em contato que vamos buscá-lo, seja onde for”, implora Letícia.

Prevenção é sempre o melhor remédio

Letícia é apenas uma entre dezenas de “mães” de pets que entrou em contato com a coluna “É o bicho” pedindo para ajudar na divulgação e, assim, aumentar as chances de encontrar o pet fujão, nesse caso o Dom.

E antes que isso possa acontecer com outras famílias, gerando um grande sofrimento, conversamos com Lucilene de Aquino Gomes Mattos, costureira e membra da diretoria do projeto Vira Lata Vira Luxo, que trabalha em prol da causa animal, resgatando animais em situação de rua e contribuindo na manutenção do abrigo, para falar sobre o que fazer em caso de fuga do animal de estimação.

A costureira e membra da diretoria do projeto Vira Lata Vira Luxo dá dicas de como ter sucesso na busca de um pet perdido
A costureira e membra da diretoria do projeto Vira Lata Vira Luxo dá dicas de como ter sucesso na busca de um pet perdido. Crédito: Divulgação

Confira 10 dicas importantes caso o pet fuja de casa

  1. 01

    Primeiras horas

    As primeiras 24 horas após o sumiço do pet são primordiais. Assim que perceber a fuga, mantenha a calma, junte um grupo de pessoas e peça para que cada um siga por um caminho diferente chamando pelo nome do animal. Todos devem levar uma foto (pode ser no próprio celular) do pet perdido para mostrar enquanto conversam com os moradores, funcionários e donos de estabelecimentos comerciais, porteiros de prédios, entre outros da região, perguntando se o viram. Deixe o telefone de contato por onde passar ou com quem conversar, pedindo que caso o veja, por favor o resgate (passe as características do animal), que você irá buscá-lo.

  2. 02

    Panfletos e cartazes

    Caso essa primeira tentativa não surta efeito, é hora de partir para outras estratégias. Procure uma ou mais fotos do pet em alta resolução, mostrando bem o seu rosto e corpo, use-as para imprimir panfletos e cartazes, escreva em letras garrafais, “desaparecido” e o nome do pet embaixo. Informe resumidamente as características físicas e comportamentais do animal e coloque os telefones para contato. Caso vá oferecer recompensa para quem encontrá-lo, informe, mas não o valor. É hora de sair pela vizinhança e o entorno colando os cartazes em pet shops, farmácias, supermercados, postes nas ruas, e outros. E distribuir os panfletos para a maior quantidade de pessoas possíveis.

  3. 03

    Redes Sociais

    As redes sociais são essenciais, hoje em dia, nessa busca pelo pet perdido. Utilize o Instagram, o Facebook, o Twitter e até o Tik Tok para postar as fotos e todas as informações do animal perdido, colocando os telefones de contato. Peça para que todos compartilhem. Quando for possível, marque o máximo possível as Ongs, os protetores de animais, os pet shops, os supermercados, as farmácias… Uma boa dica, que pode ajudar muito, é patrocinar o post abrangendo o público da região onde o animal se perdeu. Não esqueça das hashtags que têm alcance no bairro e entorno e na cidade como um todo. Existem sites e apps específicos de cadastro de animais perdidos, vale a pena tentar.

  4. 04

    Mantenha o contato

    Mantenha contato direto com os CCZs (embora eles não recolham os animais, a não ser em casos de zoonoses), e também com as Ongs, os protetores de animais, os abrigos, esses são os primeiros lugares acionados quando alguém encontra um pet abandonado. E também nas clínicas veterinárias da região e entorno, alguém pode ter resgatado o pet e levado para uma consulta. Peça a todos que compartilhem as informações em seus grupos de whatsapp.

  5. 05

    Câmeras de videomonitoramento

    Nem sempre é fácil conseguir permissão para ver as imagens captadas pelos prédios e estabelecimentos comerciais da vizinhança e entorno, mas vale a pena tentar (a Letícia está fazendo isso e tem conseguido mapear o caminho que o Dom está fazendo pelas ruas, o que está ajudando bastante no planejamento da busca). Pet quando foge, pode tanto ficar por perto, e isso geralmente ocorre nos dois ou três primeiros dias, quanto andar quilômetros de distância. Colocar um carro de som com a voz do tutor na gravação chamando pelo nome do animal, entre outras coisas que ele gostava de ouvir, e percorrer a vizinhança e o entorno pode ajudar bastante. Mas não deixe a gravação de forma intermitente, pare algumas vezes para ver se ele escuta e aparece.

  6. 06

    Cuidado com os golpistas

    Nesse período de busca vão aparecer muitas pessoas com boa intenção e verdadeiramente querendo contribuir, mas é necessário cuidado. No cartaz e panfleto coloque apenas um telefone celular (e não desgrude dele, é muito importante atendê-lo ao primeiro toque), seu primeiro nome e não informe o valor da recompensa, mas que terá no caso de alguém encontrar o pet. Caso alguém ligue informando estar com o animal, peça fotos para confirmar a veracidade da informação. E na hora de ir buscá-lo, nunca vá sozinho, marque o encontro em um lugar movimentado, público, e jamais leve a recompensa em dinheiro, informe a pessoa que fará por transferência bancária e somente após ver o animal.

  7. 07

    Melhor horário para busca

    Fazer a busca pelo animal perdido à noite, pode ser uma boa alternativa, mas vá sempre em grupo e leve lanterna. Quando um pet se perde, ele fica muito assustado e provavelmente vai evitar lugares aglomerados, cheios de pessoas. Quando vai anoitecendo e as ruas vão ficando mais calmas, menos barulhentas, é enorme a chance dele deixar seu esconderijo. É nesta hora que talvez ele escute melhor o seu chamado. Grite alto pelo seu nome, e espere um pouco em silêncio para ver se terá alguma resposta. Leve com você algum alimento que ele goste muito e até um brinquedo sonoro com o qual ele costuma brincar.

  8. 08

    Atitudes para evitar fuga

    Algumas pequenas atitudes podem evitar que seu pet fuja: mantenha o portão da casa sempre fechado; quando estiver na frente do portão, por exemplo, deixe que ele saia um pouco, treinando-o positivamente para que sempre fique por ali, nunca o deixando ir para longe, fazendo-o entender que naquele local ele está seguro; e quando sair à rua com ele, procure uma guia adequada e o mantenha sempre preso a ela.

  9. 09

    Identificação pet

    Por mais que a gente acredite que a fuga de nosso pet nunca vai acontecer, pelos cuidados extremos que tomamos, isso pode, sim, ocorrer. Por isso, é primordial colocar no animal uma coleira resistente de identificação, como o nome dele e um telefone de contato. Quem preferir pode microchipá-lo. Trata-se de um pequeno dispositivo que é implantado sob a pele do pet. Por meio de um leitor específico, ele apresenta um código exclusivo que traz informações sobre o animal e um número de contato.

  10. 10

    Nunca desista

    Jamais desista de procurar pelo seu pet. Existem casos e casos de animais de estimação que ficaram desaparecidos durante meses e que acabaram sendo encontrados. E acredite, esse reencontro não tem preço!

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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