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Uma jornalista que ama os animais, assim é Rachel Martins. Não é a toa que ela adotou duas gatinhas, a Frida e a Chloé, que são as verdadeiras donas da casa. Escreve semanalmente sobre os benefícios que uma relação como essa é capaz de proporcionar

Ferrugem: o gatinho que escolheu a Sedu como sua casa

Com cinco anos, agora, Ferrugem apareceu filhotinho na Secretaria de Educação (Sedu) do Estado do Espírito Santo, com seus irmãozinhos. Todos conseguiram adoção, menos ele que foi ficando e sendo cuidado por alguns servidores

Publicado em 22/06/2021 às 02h00
Ferrugem
Ferrugem acabou se transformando no pet da Sedu. Crédito: Divulgação

Ele era apenas um filhotinho quando apareceu na Secretaria de Educação (Sedu), do Estado Espírito Santo, estava acompanhado de seus irmãozinhos. Logo, foram acolhidos por alguns servidores do órgão, que cuidaram de todos os gatinhos até conseguir um lar responsável para eles.

Após alguns dias, todos foram doados, mas um amarelinho, sem razão nenhuma, foi ficando mais tempo, sem conseguir chamar a atenção de uma família. Tentaram até conseguir um lar temporário para ele, mas nada.

Diante disso, a Técnica Pedagógica Mônica Nadja Caniçali conta que ela e alguns colegas de trabalho, que já tinham gatinhos em casa para adoção responsável, passaram a cuidar dele no local, suprindo suas principais necessidades. “Mas o tempo foi passando, ele foi ficando, e decidimos dar o nome a ele de Ferrugem, pelo fato de ser amarelinho”, ressalta.

Ferrugem
Ferrugem junto com os seguranças da Sedu. Crédito: Divulgação

Mônica conta que Ferrugem era muito dócil. “Rapidamente passou a reconhecer as ‘mães’ e os ‘pais’ que se uniram para cuidar dele. Alguns já eram simpatizantes da causa animal, mas com a presença daquele amarelinho simpático que tinha escolhido, até então, a Sedu como o seu lar, passaram também, motivados por seu delicioso ‘ronron’, a cuidar dele e atuar na proteção de pets abandonados”, explica.

Agora, já fazem cinco anos. Enfim, Ferrugem transformou a Sedu em sua casa. “A relação dele com os nossos colegas servidores é muito amistosa, todos o conhecem e o respeitam. Muitos ajudam com os gastos, como alimentação, vacinas, veterinário, valor que é dividido entre alguns voluntários. Nada falta para ele, que é muito calmo e adora carinho”, explica Mônica.

Ferrugem
Ferrugem acabou se transformando no pet da Sedu. Crédito: Divulgação

Segundo ela, Ferrugem acabou se transformando no pet da Sedu. “Acho essa relação entre os servidores e ele, muito apropriada e saudável, até porque estamos em uma Secretaria de Educação. Educamos com nossas ações, e abrigar o Ferrugem, um animal de rua, que simplesmente chegou até nós, nos escolheu, pode servir de incentivo a outras pessoas, para que elas façam o mesmo. E isso é muito bonito de ver”.

Ela explica que não é a única responsável por ele. “Quando necessário, vários amigos se oferecem para ajudar. Temos um grupo para essa finalidade, e até alguns colegas de trabalho que estavam na Sedu Central, mas foram transferidos para outras unidades da Secretaria e continuam contribuindo com as despesas de Ferrugem. A única coisa que, geralmente, fica comigo é a sua carteira de vacinação”, diz Mônica.

Os servidores já se acostumaram com a presença de Ferrugem. “Passam por ele e dizem: ‘Olá, Ferrugem!’. E sempre param para acarinhá-lo. Eu sempre que o vejo sinto muita alegria, especialmente porque ele sempre vem ao meu encontro e me concede sua confiança e amizade. Os gatos têm essa relação com os seres humanos, somos seus parceiros, não donos”, explica.

No dia a dia, Ferrugem divide seu tempo entre esperar os servidores na chegada para o trabalho, receber o bom dia de todos que passam por ele, tirar longos cochilos embaixo dos carros ou árvores e “ajudar” os rapazes da segurança, seus grandes amigos, observando os carros que entram e saem. “Ele não costuma sair das dependências de onde vive, até porque se sente cuidado e protegido. O máximo que faz é ficar tomando sol no gramado fora do portão da Sedu. Mas quando pressente que alguém se aproxima, entra como quem quer tomar conta de sua casa”, conta Mônica.

A presença de Ferrugem na Sedu uniu colegas em uma causa. “A meu ver, ele proporciona benefícios com sua presença. Se temos um pet de maneira responsável, o ambiente em que ele está sempre tende a ser mais humanizado”, acredita Mônica.

Ela ressalta, ainda, que não considera Ferrugem patrimônio da Sedu. “Nós o temos como um ser vivo e merecedor de cuidados e respeito. Mas enquanto servidora da Secretaria de Educação, fico muito feliz em trabalhar em um local onde existe um animalzinho que nos escolheu (porque ele nunca ficou sumido ou quis fugir, ele é livre), que hoje faz parte da nossa rotina”, conclui.

Confira três vantagens de animais no ambiente de trabalho

  1. 01

    Aumenta o humor, diminui o estresse

    Estudos da Universidade de Azabu, no Japão, constataram que donos de pets liberam maior nível de oxitocina (também conhecido como hormônio do amor) depois de interagirem com eles. Além disso, trata-se de uma substância ligada aos laços familiares. Em contrapartida, os pets podem ajudar a diminuir os níveis de cortisol (que é relacionado ao estresse). Enfim, a presença de animais no ambiente de trabalho pode ajudar a melhorar o humor da equipe de modo geral.

  2. 02

    Aumenta a produtividade

    Uma pesquisa realizada pela Virginia Commonwealth University realizou um estudo com 76 funcionários de uma empresa dos Estados Unidos e constatou que as pessoas que levaram seus pets ao local de trabalho relataram um aumento na produtividade. E essa melhoria acabou atingindo, também, aqueles que não levaram, mas compartilharam do momento (25%). Isso indica que essa relação dos bichinhos com os funcionários pode ser bem positiva, aumentando, inclusive, o foco, ao invés de ser uma distração.

  3. 03

    Aumenta a comunicação entre os funcionários

    O estudo da Virginia Commonwealth University também constatou que os pets foram um impulso para a comunicação entre os trabalhadores, inclusive entre aqueles que antes nunca haviam se falado. Aumentar a interação entre a equipe, segundo especialistas, ajuda na aproximação e na criação de um senso de pertencimento, além de tornar a rotina mais divertida.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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