Para mim, a de Nise da Silveira, além de me emocionar muito, traz como pano de fundo um trabalho incrível, não é à toa que é a mais curtida. Além delas, outras que me emocionaram são a mãe felina parando o trânsito de Nova York para atravessar com seu filhotinho, em 1925; a do gatinho órfão de apenas duas semanas sendo alimentado pelo sargento americano Frank Praytor em plena Guerra da Coreia, em 1953; e a do gatinho, em meio ao caos provocado pela guerra, que fez com que o soldado americano Henry Williams encontrasse um motivo para sorrir. O momento foi eternizado pelo fotojornalista Eddie Adams, no Vietnã do Sul, em 1966. Esteticamente falando, adoro a do fotógrafo Herbert Tobias clicado em uma pose icônica, com seu gato preto na cabeça, por outro fotógrafo, o austríaco Peter H. Fürst, em 1962; o pulo do gato em busca de restos de peixes deixados pelos pescadores do porto de Istambul, na Turquia, em 1961; e clique primoroso, que mais parece um quadro, do fotojornalista francês Édouard Boubat, que registrou o gatinho Stanislas tomando um banho de sol na janela, na França, em 1973.