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Morando no ES, diretor de "Flordelis" comenta escândalo: "Era família de Deus"

Anderson Corrêa, que dirigiu documentário de Flordelis, falou à coluna sobre relação com a evangélica e faz paralelo de saúde mental da deputada a episódio de sua nova série, Linha Tênue, do Discovery Channel

Publicado em 30/08/2020 às 12h00
Atualizado em 30/08/2020 às 14h09
A deputada federal Flordelis
A deputada federal Flordelis. Crédito: Reprodução/Instagram @flordelis

Qualquer polêmica de corrupção viraria fichinha perto dos escândalos que andam envolvendo o nome de Flordelis - até porque, infelizmente, o brasileiro atribui falcatruas à politicagem. Mas em meio a histórias de rituais bizarros de purificação e sangue, idas a casas de sexo grupal, swing e acusações de mandar matar o próprio marido (que já havia sido filho e genro antes), as polêmicas da evangélica espantam cada vez mais o diretor do documentário da deputada federal homônima, Anderson Corrêa.

Morando em Vila Velha, no Espírito Santo, desde meados deste ano, Anderson diz que Flordelis frequentemente se referia à própria família como "uma família de Deus". Durante as gravações e reuniões do longa, que às vezes chegaram a acontecer na casa da deputada, o diretor também nunca suspeitou de quaisquer comportamentos estranhos, como os que vieram à tona recentemente.

O diretor e cineasta Anderson Corrêa
O diretor e cineasta Anderson Corrêa. Crédito: Arquivo pessoal

A deputada é acusada de mandar matar o marido depois de já ter tentado envenená-lo ao menos seis vezes, segundo investigações. Até agora, foram presos cinco filhos e uma neta da evangélica. Flordelis não pode ser detida pela imunidade parlamentar que possui pela cadeira que ocupa na Câmara dos Deputados. Junto de Anderson do Carmo, a vítima, Flordelis alega ter 55 filhos, sendo 51 deles adotivos, 3 de sua primeira união e um com o pastor assassinado

"Conheci a Flordelis de um jeito. Uma mãe de 45 crianças (à época), que fazia o bem, chefe de uma família organizada com os filhos em torno dela. Uma família que, como ela mesma falava, era uma família de Deus", confidencia ele, que dirigiu a produção ao lado de Marco Antônio Ferraz.

Imagem mostra cena de bastidores da gravação de
Imagem mostra cena de bastidores da gravação de "Flordelis — Basta Uma Palavra Para Mudar", documentário sobre a vida da evangélica e deputada federal homônima. Crédito: Arquivo pessoal

Anderson diz até que não dá para saber se quem apareceu no documentário, lançado em outubro de 2009, foi Flordelis pessoa ou a versão atriz da política. "Ela sempre foi carismática, estava sempre ao lado do marido, aparecia como uma pessoa muito feliz... Jamais vi uma discussão que fosse, por exemplo", reitera.

Imagem mostra cena de bastidores da gravação de
Imagem mostra cena de bastidores da gravação de "Flordelis — Basta Uma Palavra Para Mudar", documentário sobre a vida da evangélica e deputada federal homônima. Crédito: Arquivo pessoal

LINHA TÊNUE

Toda essa mudança da imagem de Flordelis construída frente à sociedade faz Anderson comparar a personalidade da evangélica ao sétimo episódio de sua série Linha Tênue, que atualmente vai ao ar pelo Discovery Channel. Essa sua nova produção, lançada em 12 de agosto como única série brasileira comprada pelo canal americano em 2020, está no quarto episódio e, a cada semana, aborda um transtorno mental diferente.

"Esse sétimo episódio, que vai ao ar dia 9 de setembro, fala de transtorno de personalidade. Trata do sociopata e psicopata, as mentes que enganam, mentes perigosas. Quando essa pessoa comete um ato, um delito, que você vê sua verdadeira face, como o caso de Flordelis. Como acreditar que aquela mulher, que tirou crianças da miséria, está no meio de um escândalo todo?", afirma.

Para a produção da série, que fica até outubro sendo veiculada pelo Discovery, especialistas da área de saúde mental foram entrevistados. "Sempre gostei de saber mais sobre o comportamento humano e aí comecei a escrever essa série em 2014. Aprendi muita coisa. Aprendi que o ser humano vive o mal-estar comum e acaba de escondendo", explica.

Anderson Corrêa

Diretor

"As pessoas têm preconceito de tratar e de revelar doenças emocionais e psíquicas "

E Anderson finaliza: "Se você tem uma dor de cabeça, por exemplo, abre o problema para família, amigos. Mas quando é uma angústia, uma questão emocional, a pessoa esconde e quando vai tratar (a doença) acaba estando em um estágio mais grave".

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