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Capixaba faz sucesso como fotógrafo de famosos nos EUA

Kaio Cesar mora em Boston desde 2016. Antes, já havia ido aos Estados Unidos em intercâmbio, em 2014. No Brasil, ele estudava Letras na Ufes, mas sempre amou fotografar

Vitória
Publicado em 17/05/2021 às 06h00
A drag queen Symone, vencedora de RuPaul's Drag Race, e o fotógrafo Kaio Cesar (destaque)
A drag queen Symone, vencedora de RuPaul's Drag Race, e o fotógrafo Kaio Cesar (destaque). Crédito: Reprodução/Instagram @kaiocsr/Montagem A GAZETA

Assim que se mudou do Espírito santo para Boston, nos Estados Unidos, em 2016, Kaio Cesar Oliveira não tinha ideia de que um dia viveria da fotografia – que até então era só uma paixão. Há pouco mais de um ano, começou a ter oportunidades tentadoras na arte de registrar momentos com artistas e, hoje, já tem várias personalidades famosas no seu portfólio de trabalho.

Symone, drag queen vencedora da 13ª temporada de RuPaul’s Drag Race, e Adore Delano, que participou em duas edições do mesmo reality LGBTQIA+, já foram duas das modelos que o capixaba da Serra fotografou. “Sempre gostei muito de visual, estética de fotos., mas sempre me imaginava posando. Quando vi que tinha vontade mesmo de produzir, dirigir, comecei a fazer contato com pessoas que poderiam me ajudar a empreender na área”, fala.

À coluna, o jovem de 24 anos também confidencia: “Em um mês, há pouco mais de um ano, juntei dinheiro e comprei uma câmera. E aí não parei mais”. Até então, Kaio havia feito testes de sessões de fotos com seu próprio celular. No quarto de sua casa, montou um cenário improvisado com um lençol preto e iluminação especial. Com o tempo, aperfeiçoou a técnica e quando adquiriu equipamento profissional teve todos os incentivos que poderia ter.

“O círculo artístico aqui de Boston é muito pequeno. Então eu sabia que eu teria que ir para outros lugares para ficar conhecido nesse meio. Nesse meio tempo, consegui contato com a Adore Delano, que custeou todos os gastos para eu ir até Los Angeles para fotografá-la para um projeto que ainda será lançado, inclusive. Na mesma oportunidade, fui chamado para fotografar a Symone quando ela nem era vencedora da temporada”, relembra.

Antes disso, ele já tinha clicado uma cantora que, ao chegar a Nova York, pediu a um de seus contatos um fotógrafo – ele era amigo de Kaio e o indicou. “Foi tudo muito rápido, do dia que comprei a câmera para esses primeiros trabalhos. A cantora Kelsi foi a primeira famosa, mesmo, que eu fotografei. E a experiência foi ótima. Naquele momento, eu sabia que eu precisava de conexões que me fizessem ter oportunidades de fotografar esse pessoal que me daria visibilidade”, justifica.

Tanto que quando foi a Los Angeles a convite de Adore Delano, sabia que tinha que aproveitar a estada para turbinar o network. “Eu já tinha feito contato com a Symone, por exemplo. Mas ela não tinha ganhado a temporada, já sabia, mas não falou nada, aliás. Tanto que a gente fotografou muita coisa com os looks que ela já tinha gravado a final e depois essas fotos saíram em vários lugares, inclusive na Vogue americana. Foi uma divulgação que me rendeu muito naquele momento”, celebra.

Com esse turbilhão de mídia em cima de Kaio, ele conseguiu aumentar a renda com as fotos, mas ainda depende de um trabalho secundário para se manter. “Hoje em dia estou conseguindo fazer muito mais dinheiro com as fotos, mas ainda não me sustento só com isso. Também faço entregas”, fala.

Desde que chegou aos Estados Unidos, ele já trabalhou como atendente, entregador, pintor e em uma padaria brasileira. “Hoje digo que não me arrependo. Mas, há uns 2 anos, eu dizia que sim, me arrependia. O imigrante faz de tudo quando chega aqui. E não é nada fácil mesmo, para quem pensa o contrário”, complementa.

Vacinado com as duas doses do imunizante contra a Covid-19 desde março deste ano, Kaio ainda não voltou ao Espírito Santo desde que se mudou, mas pretende visitar a família em 2022. Enquanto isso, já recebeu algumas visitas da mãe e irmã no estrangeiro. “Minha mãe já veio três vezes e minha irmã, duas. Elas sempre vinham em época de fim de ano. Mas, com o coronavírus em 2020, elas não conseguiram vir desde então. Ano que vem, eu quero ir ao Brasil”, finaliza.

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