Nunca foi tão necessário o engajamento e o envolvimento de todos os cidadãos eleitores no debate político, de modo especial agora, na maior crise sanitária que afeta a vida dos capixabas. A política, neste momento, a eleição de segundo turno na Grande Vitoria é demasiada importante para ser confiada somente aos especialistas e políticos. Afinal, os problemas e as respostas estão na cidade e quem vai decidir e escolher os novos gestores das maiores cidades capixabas, no dia 29 de novembro, é você eleitor, que reside em uma destas cidades.
Contudo, é preciso entender o cenário político em que se encontra o país. O governo federal, desde quando assumiu, trabalha dia e noite para acabar com o pacto social, firmado na constituição de 1988, que garante serviços públicos de qualidade, gratuitos e universais a todos os brasileiros. E para tanto, adotou uma agenda ultraliberal, nacionalista, populista e negacionista da evidência científica, e trabalha para desqualificar as agências ambientais e órgãos de defesa dos direitos humanos. Ele tomou uma série de medidas de cortes em verbas destinadas a implementação e aplicação de políticas públicas sociais.
Este modelo fez escola e se espalhou pelo país. Por aqui não foi diferente. E como o verdadeiro discípulo é aquele que supera o mestre, os bolsonaristas capixabas, no quesito superação, fizeram bem seu dever de casa. O primeiro turno foi um show de horrores, assistimos candidatos populistas, demagogos e reacionários ao extremo. Só que não acabou. A ameaça do bolsonarismo reacionário continua. Porque entre os radicais e extremistas, existem também os que não gostam deste rótulo. Mas podem ser até piores, por não assumirem publicamente sua ideologia bolsonarista.
É neste contexto de tentativa de superação do bolsonarismo e reafirmação de uma política voltada para as pessoas e o social que passam as eleições. Então analise bem na hora de escolher o prefeito da sua cidade e veja quem se compromete de fato em favor da população e da cidade. Pois a crendice popular afirma que “o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções”. Este é um alerta importante para não cometer erros na escolha do próximo gestor, afinal são quatro anos no poder.
O que não dá para aceitar é ter em terras capixabas governos locais bolsonaristas. O país esta farto desta gente com tendências ao autoritarismo. Eles são obstáculos a uma agenda urgente e necessária de atuação em favor de uma transformação social significativa. A defesa do Estado mínimo, credo defendido por esta turma, não cabe em uma pandemia com crise econômica, alto nível de desemprego e miséria crescente.
Tudo isso gera medo nas pessoas que vivem os seus dias sem saber o que pode acontecer a qualquer momento. Pessoas doentes e vulneráveis podem ser presas fáceis de projetos de candidatos oportunistas. Só um governo que aponta saídas e traz solução urgente, pode gerar esperança nas pessoas. Não se combate o medo e a incerteza com propostas de candidatos que falam muito sem dizer nada e usam palavras vazias e termos ambíguos para iludir as pessoas. Estes só querem se destacar, mas não têm nada de importante para contribuir com a mudança que todos precisam.
O social e o cuidado das pessoas devem ser a tônica defendida pelos candidatos que merecem ganhar as eleições. Afinal são os mais pobres que sofrem com os impactos da crise na saúde e na economia. Aproveite estes dias e veja que programa político apresenta solução que atenda de fato a realidade dos moradores da sua cidade. Analise bem o que seu candidato ou o partido fizeram durante a pandemia, de modo especial em defesa dos que mais precisam e sofrem. E aí, sim, dê um voto a favor da vida, pois nada é mais importante numa pandemia do que a defesa da vida.