É domingo próximo, dia 15 de novembro, o dia de votar e escolher os líderes políticos para os poderes Legislativo e Executivo das cidades em todo o país. Mas eleição não é só um dia que se elegem pessoas que vão governar, administrar ou fazer leis para a cidade. Ao votar, um ato que parece só individual, gera a possibilidade de construir um novo pacto político institucional entre os cidadãos e aqueles que se colocam na condição de representantes da população.
Mas quando se fala em eleição, num ano difícil de pandemia e crise econômica, o que esperar das urnas em favor da população que vive nas cidades da Grande Vitória? Esperar, neste contexto, é um artifício de retórica, para evidenciar o quanto é difícil mensurar o impacto do resultado das eleições na vida das pessoas que vivem em algumas cidades. Até porque, se já era difícil antes, em um ano de pandemia, ficou pior. Não deu para reunir e nem para conversar face a face com os candidatos.
O tradicional lócus da campanha política, deixou de ser a praça e a rua. O encontro frente a frente com o eleitor deixou de ser pessoal e passou a ser na internet e nas redes sociais, mediado por diversos recursos de áudio e vídeo. O que por um lado aproxima o candidato do eleitor, por outro torna a eleição mas fria e sem o envolvimento mais direto de ambos. Mas é neste contexto que vamos pra urna no próximo domingo.
E os desafios em nossas cidades não são poucos, a começar pela segurança pública. Apesar de ser competência constitucional do Estado, o crime acontece na cidade. Manter uma iluminação de qualidade, construir praças, limpar e cuidar das ruas e espaços públicos é tarefa da cidade. Parece que não, mas cuidar da cidade e construir ambientes seguros contribui muito para diminuir os índices de violência. A defesa social organizada e presente, guardas municipais e um trabalho sistemático com a Polícia Militar podem fazer toda a diferença.
Mas é preciso ir além e construir mecanismos que promovam a paz e a mediação de conflitos nos bairros da Grande Vitória. Também as políticas de saúde, educação e cultura precisam se tornar prioridade em algumas cidades. Entre essas a saúde é um clamor geral da população. Tem cidades que avançaram e investiram além do piso de 15% previsto na Constituição. Mas, como é o Estado que atende a média complexidade em saúde pública e as demandas não são poucas, as consultas com médicos especialistas se tornaram inacessíveis para os mais pobres. Claro que algumas cidades investiram em UPAs, PAs e policlínicas e melhoram os seus índices de demandas na área de saúde.
Um outro grande desafio é a geração de renda e o emprego. As mulheres, os jovens e as pessoas acima de 45 anos sofrem com a falta de oportunidades. Devido à crise econômica, esse desafio impacta na vida de todos e pode gerar um caos social. Sem renda, sem perspectiva, o desalento bate à porta de muitos capixabas.
Por mais que a campanha, na pandemia, tenha sofrido muitas alterações, a eleição neste domingo é uma importante oportunidade de escolha. Observe os candidatos. Quem nada fez neste período ou apareceu do nada, com ataques e saídas milagrosas para questões sérias e complexas, não merece a sua atenção. Como vimos, os desafios não são poucos e qualquer um que for eleito vai precisar de apoio para conseguir governar e fazer o melhor para a sua cidade. Então leia com atenção as propostas do seu candidato e vote consciente naquele que realmente tem competência e compromisso com a vida do povo que mais precisa.