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Pandemia

Neste Natal, devemos praticar nosso dever cívico e exercitar a empatia

Viveremos a ceia do novo normal, poupando a mesa cheia de convidados, para um próximo momento de celebração, quando teremos um controle efetivo da Covid-19

Publicado em 23 de Dezembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

23 dez 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira Pablo Lira
Chegamos ao período de celebrar o Natal neste turbulento 2020.
Chegamos ao período de celebrar o Natal neste turbulento 2020. Crédito: Samuele Schirò/ Pixabay
O ano de 2020 apresentou uma série de perdas e adversidades trazidas pela pandemia do novo coronavírus. Somente no Brasil foram computados, até o dia 22 de dezembro, cerca de 7,2 milhões de pessoas infectadas e mais de 187 mil mortes pela Covid-19.
Há um ano, no Natal de 2019, o novo coronavírus demonstrava ser um risco real somente no primeiro epicentro constatado na região central da China. Depois de um tempo, a ameaça da doença se fez presente na Europa. As notícias de uma realidade ainda distante chegavam ao Brasil e ampliavam o medo potencial relativo à Covid-19. Em questão de meses, os brasileiros conheceram a magnitude e intensidade dos danos ocasionados pela pandemia.
De toda forma, as lembranças de dezembro de 2019 permanecem vivas nas mentes dos brasileiros como a última celebração natalina antes da pandemia. Ceia em família, confraternização com amigos, abraços, alegria e festa.
Estamos chegando ao período de celebrar o Natal nesse turbulento 2020. Diferentemente do ano passado, vamos ter que restringir o contato com familiares e amigos. Em alguns casos, as ferramentas de videochamada possibilitarão o contato virtual com entes queridos, sobretudo, aquelas pessoas que se enquadram no grupo de risco ao novo coronavírus.
Devemos colocar em prática nosso dever cívico e exercitar a empatia seguindo os cuidados com o uso de máscaras, o distanciamento físico e a higienização das mãos. As comemorações de Natal deverão ocorrer de forma mais serena e restrita. Assim, viveremos o Natal no novo normal, poupando a mesa cheia de convidados na ceia natalina, bem como os abraços afetuosos em familiares e amigos, para um próximo momento de celebração, quando teremos um controle efetivo da Covid-19.
Este dezembro trouxe a boa nova para o mundo das primeiras doses da vacina. Mesmo ainda não sendo uma realidade no Brasil, a vacinação para os grupos mais vulneráveis começará a ser implementada no início de 2021. Com o tempo teremos uma massa de imunizados na população que possibilitará o retorno gradativo de um convívio mais próximo ao padrão de normalidade que conhecíamos antes da pandemia. Provavelmente, no próximo ano teremos um natal com menos restrições.
O nascimento de Jesus é portador da transcendente mensagem de humildade, paz e esperança. Seguindo os cuidados e medidas de mitigação da Covid-19, estaremos preservando o bem maior celebrado em todos os natais, ou seja, a vida! Que esse natal seja repleto de vida e esperança nos nossos corações!

Pablo Lira

Pablo Lira Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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