A taxa de mortalidade infantil é uma variável muito utilizada nos estudos sobre a geografia da população e demografia. É validada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para aferir o nível de desenvolvimento entre nações e demais unidades geográficas. Essa medida compõe o quadro de indicadores dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda mundial pautada pela ONU em 2015 que estabelece um conjunto de metas para a sustentabilidade que devem ser cumpridas até 2030.
A redução da mortalidade infantil é alcançada, geralmente, quando ocorre uma articulação de políticas públicas efetivas no campo da saúde, educação e assistência social que promovam o acompanhamento da gravidez por profissionais de saúde qualificados; uma melhor conscientização por parte das mães sobre os cuidados necessários antes, durante e após a gestação; o cumprimento do calendário de vacinação; a diminuição da fome e miséria e a melhoria das condições nutricionais das gestantes e crianças, principalmente nos grupos mais vulneráveis da sociedade.
O mencionado indicador é influenciado também pelas características do saneamento básico apresentadas por países e regiões. O acesso à água potável, a existência de rede de esgotamento estruturada e a coleta efetiva dos resíduos nas cidades podem contribuir para proporcionar uma melhor qualidade de vida para a população e, assim, favorecer a diminuição da mortalidade infantil.
No mundo, em 2018, o Afeganistão apresentou a maior taxa de mortalidade infantil, 108,5 mortes de menores de um ano por mil nascidos vivos, enquanto o Japão computou uma das menores taxas, 2,0 mortes de bebês com até um ano de idade por mil nascidos vivos.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados da mortalidade infantil do Brasil relativos ao ano de 2019. O país evidenciou 11,9 mortes de menores de um ano por mil nascidos vivos. Vale ressaltar que, na década de 1960, a taxa brasileira era superior à atual taxa do Afeganistão. Esse é um indicativo de que, nas últimas décadas, o Brasil vem reduzindo gradativamente suas vulnerabilidades sociais.
Entre as Unidades da Federação (UFs), em 2019, o Amapá destacou a maior taxa, 22,6 mortes de bebês com até um ano de idade por mil nascidos vivos. O Espírito Santo registrou a menor taxa de mortalidade infantil, 7,8 mortes de menores de um ano por mil nascidos vivos.
Tal resultado reforça a posição diferenciada alcançada pelo Estado em 2019. O Espírito Santo manteve a nota mais elevada na capacidade de pagamento da Secretaria do Tesouro Nacional, uma conquista efetivada desde 2012 e que demonstra o equilíbrio das contas públicas; registrou a menor taxa de homicídios das últimas três décadas (24 assassinatos por 100 mil habitantes); e ostentou o melhor resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) para a 3ª série do ensino médio. Esses e outros avanços socioeconômicos demonstram que o Estado está se desenvolvendo no caminho da sustentabilidade.