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Demografia

O que o crescimento populacional tem a ver com o desenvolvimento do ES?

Espírito Santo apresentou uma taxa de crescimento populacional de 1,13%, saindo de 4,018 milhões de pessoas residentes em 2019 para 4,064 milhões de habitantes em 2020

Públicado em 

16 set 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Fundão: quatro mortes e 34 casos confirmados do novo coronavírus
Fundão foi a cidade com maior crescimento populacional do Estado Crédito: Denis Rizzoli/Divulgação
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recentemente divulgou as estimativas populacionais para o ano 2020. Esse indicador representa a resultante da equação demográfica que considera as diferenças entre natalidade e mortalidade e entre emigração e imigração.
Com uma taxa de crescimento de 0,77%, o Brasil evidenciou um incremento de 1,6 milhão de habitantes, saindo de 210,1 milhões para 211,7 milhões de pessoas residentes na comparação entre os anos 2019 e 2020.
O Espírito Santo apresentou uma taxa de crescimento de 1,13%, saindo de 4,018 milhões de pessoas residentes em 2019 para 4,064 milhões de habitantes. Isso foi consequência do acréscimo de 45.402 pessoas residentes. Insta salientar que além do componente natural da demografia, que considera a diferença entre natalidade e mortalidade, esse aumento também pode ser compreendido pelo componente migratório, que leva em conta a diferença entre emigração e imigração.
No contexto capixaba, o município de Fundão foi o que apresentou a maior taxa de crescimento (2,04%). Está localizado na Região Metropolitana da Grande Vitória (RMGV) e é vizinho de Serra (1,88%) e Aracruz (1,86%), dois municípios que evidenciam atividades econômicas relevantes em segmentos da indústria, comércio, serviço e imobiliário. Essas características podem explicar, parcialmente, movimentos migratórios que tenham Fundão como destino de residência.
Serra registrou a terceira maior taxa de crescimento populacional em 2020. Com 527.240 habitantes, esse é o município mais populoso do Estado. Vila Velha, com 501.325 pessoas residentes, computou um aumento de 1,52%. Com isso, o município canela-verde se juntou com Serra e passou a fazer parte do grupo dos 26 municípios brasileiros, excetuando as capitais, que possuem mais de 500 mil habitantes.
Para além do componente natural, parte do acréscimo populacional em Vila Velha pode ser explicado pela expansão de suas atividades econômicas, o que acaba estimulando e atraindo movimentos migratórios. Nessa última década, Vila Velha passou por significativos processos de expansão imobiliária, industrial, de serviços e comércio. Cabe ressaltar que três dos maiores shoppings centers do Estado se localizam nessa cidade.
Por outro lado, 17 municípios capixabas registraram queda no número de habitantes. A menor taxa de crescimento populacional foi observada em Água Doce do Norte (-1,00%), que se situa no Norte do ES e faz divisa com Minas Gerais, Barra de São Francisco e Ecoporanga. Assim como Água Doce do Norte, a maioria das cidades que perderam pessoas residentes entre 2019 e 2020 estão localizadas nas regiões de divisa do Espírito Santo. São municípios com menos de 35 mil habitantes e que acabam perdendo população para polos regionais, como Cachoeiro de Itapemirim, Linhares e Colatina, ou para a RMGV, áreas economicamente mais dinâmicas.
Em 2010, a população do ES era de 3,512 milhões de habitantes. Nos últimos dez anos, a população do Estado foi acrescida em 552 mil habitantes. De acordo com os dados das projeções do IBGE, o Espírito Santo chegará em 2030 com 4,481 milhões de pessoas residentes. Na década de 2020, serão acrescentados mais de 417 mil habitantes na estrutura demográfica capixaba.
A organização administrativa governamental que mantém as instituições capixabas fortalecidas, o equilíbrio e responsabilidade com as contas públicas estaduais, vide o recente resultado do indicador de capacidade de pagamento da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) 2020, que chancelou o Estado por oito anos consecutivos com nota máxima; os investimentos previstos públicos e privados e a disposição de trabalhar dos capixabas são alguns dos aspectos postos que possibilitam prever que o Espírito Santo na atual década tem condições de dar um salto na história de seu desenvolvimento.

Pablo Lira

É diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves. Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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