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469 anos

Por sua história, natureza e dinâmica urbana, nossa Ilha é uma Vitória!

Ao estudar as percepções e valores do homem com o ambiente, o geógrafo sino-americano Yi-Fu Tuan utiliza o termo topofilia para explicar a conexão afetiva com determinados lugares

Públicado em 

09 set 2020 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

Bairro Praia do Canto visto da Ilha do Frade
Bairro Praia do Canto visto da Ilha do Frade Crédito: Carlos Alberto Silva
Nesse dia 8 de setembro Vitória completou 469 anos de pura beleza, charme e diversidade. Sabiamente, a toponímia indígena designava o território de nossa capital por “Guananira”, que significa Ilha do Mel. Esse é apenas um de tantos outros apelidos de Vitória.
Suas características naturais e físicas deslumbram e seduzem até o mais despercebido dos observadores. O panorama morfológico da cidade é gerador de uma encantadora combinação. A baía, a ilha, as praias, a disposição do relevo e a própria organização espacial compõem uma das paisagens mais belas de toda a costa litorânea brasileira.
Sabemos que a noção de beleza é relativa, mas para quem conhece Vitória essa noção passa a ser absoluta. Ao estudar as percepções e valores do homem com o ambiente, o geógrafo sino-americano Yi-Fu Tuan utiliza o termo topofilia para explicar a conexão afetiva com determinados lugares.
As topofilias e as virtudes de Vitória podem ser proclamadas em versos e prosas ou em estrofes e refrões, como no hino emocional do município que foi composto por Pedro Caetano: “Cidade Sol, com o céu sempre azul. Tu és um sonho de luz norte a sul. Meu coração te namora e te quer. Tu és Vitória um sorriso de mulher”.
Com mais de 360 mil habitantes residindo em uma área de aproximadamente 97 km², a capital dos capixabas destaca as características de um ambiente urbano compacto. À noite, vista da janela de um avião ou contemplada do ponto de vista do vão central da Terceira Ponte, as luzes da cidade nos remetem à imagem de um presépio, daí o carinhoso apelido de “Cidade Presépio”.
Noites com luzes brilhantes que ganham vida dentro dos prédios e casas, nas ruas e praças, bem como nos espaços do “rock capixaba”, desde os bares e samba nas comunidades da região central, até os pubs e casas de show da Rua da Lama e Triângulo.
Vitória também é marcada por aspectos culinários e culturais. O trabalho singular das paneleiras de Goiabeiras é um exemplo disso. Ademais, a deliciosa moqueca capixaba pode ser apreciada em restaurantes tradicionais e/ou sofisticados na Praia do Suá, Ilha das Caieiras, Jesus de Nazareth, Enseada do Suá, entre outros lugares.
A diversidade dos lugares compõe um rico mosaico na Capital. Reta da Penha, Sambão do Povo, Parque Moscoso, Pedra da Cebola, Praça do Papa, Curva da Jurema, Pedra dos Dois Olhos e Maciço Central representam parte dos múltiplos afetos e significados de Vitória.
Pela sua história, riquezas naturais e dinâmica urbana, nossa Ilha do Mel, Cidade Sol e Cidade Presépio é uma Vitória!

Pablo Lira

É diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves. Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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