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A economia capixaba tem espaço aqui, com textos do economista, pesquisador e consultor, vinculado ao Instituto de Economia da UFRJ, membro do GEE, economista-membro da International Association for Energy Economics (IAEE) e do Institute for New Economic Thinking (INET)

Por uma nova política econômica e de desenvolvimento no ES

A recuperação econômica depende de dispositivos inovadores e investimentos estatais eficientes

Publicado em 28/08/2020 às 05h01
Interdição no Km 22 da BR 262, em Viana
Obras de infraestrutura, como a duplicação da BR 262, são importantes para o desenvolvimento do Estado. Crédito: Fernando Madeira

O Espírito Santo novamente alcançou o reconhecimento de sua eficiência fiscal, ao conseguir a melhor avaliação do Tesouro Nacional, junto à Rondônia. Contudo, desenvolvimento econômico, principalmente após um período de profunda crise como a que já se instaura, depende de um conjunto de outras variáveis, dentre elas uma política econômica baseada em investimentos com potencial de ampliar a competitividade e a eficiência dos setores da economia.

O Espírito Santo e Rondônia possuem a boa avaliação fiscal, porém, conforme análise recente, não estão entre os Estados que possivelmente em 2021 se recuperarão de forma acelerada da crise econômica gerada pela pandemia (Mato Grosso do Sul, Pará, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Goiás), reforçando que o desenvolvimento econômico depende de uma miríade de estratégias dentro do ambiente da economia e não apenas do equilíbrio fiscal. O objetivo da responsabilidade e equilíbrio fiscal é justamente dotar o Estado de capacidade de investir.

A definição de uma estrutura de mecanismos contemporâneos, condizentes com a particularidade do momento e suas transformações, é tarefa essencial para o Estado nacional e seus entes subnacionais acelerarem o processo de recuperação da economia em crise.

A simples concessão de subsídios e incentivos fiscais não cumpre essa tarefa, pois não transforma a estrutura econômica, não garante vantagens sólidas aos investimentos e não beneficia de forma sustentada as empresas que se fixam no território.

Neste contexto global de crise já incontestável, para muito mais que controle fiscal, a política econômica do Espírito Santo para o seu desenvolvimento precisa expandir o sistema de infraestrutura, abarcar uma política industrial de grande dimensão, conceber modernos modelos de parcerias público-privadas e garantir investimentos estatais em obras factíveis e essenciais aos setores centrais da economia capixaba, objetivando elevar a competitividade, produtividade e eficiência das indústrias e empresas e gerar emprego e renda.

A política econômica e de desenvolvimento precisa ser modelada de forma inovadora e compatível com a proporção da crise atual e aumento da competição entre as regiões nacionais e globais por novos investimentos.

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