Na fase de aumento exponencial de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) no território do Espírito Santo, estratégias de mitigação se tornaram necessárias para favorecer o achatamento da curva epidemiológica. Visando ampliar o distanciamento social e reduzir o ritmo de contágio da doença, medidas de restrição de atividades econômicas foram colocadas em prática de forma prudente, em um período que a estrutura do sistema de saúde, para atender casos mais graves da Covid-19, ainda estava se expandindo.
Na estrutura econômica, os serviços foram impactados negativamente naquele período. Em abril, o Estado evidenciou uma redução de -4,4% no volume de serviços na comparação com o mês imediatamente anterior. Em maio, foi computada uma estabilização em 0,5% nesse mesmo indicador. No mês seguinte, o estado voltou a registrar percentual negativo na variação do volume de serviços (-3,8%).
Desde julho (3,5%) o volume de serviços no Espírito Santo apresenta variações positivas. Agosto (3,7%) destacou o melhor resultado de 2020. Em setembro os serviços no território capixaba evidenciaram crescimento de 3,0%, desempenho superior ao constatado no país (1,8%).
Esse breve diagnóstico demonstra que em 2020 as atividades econômicas dos serviços no Estado estão conseguindo reduzir o prejuízo ocasionado pelos desdobramentos da pandemia. Contudo, na comparação interanual (meses de setembro de 2019 e 2020) ocorreu redução de -2,6%. A retração nacional foi ainda mais forte, chegando a uma queda de -7,2% no volume de serviços. Das 27 Unidades da Federação (UFs), somente Rondônia computou resultado positivo (3,4%) nessa base de comparação, o que sinaliza que os impactos negativos trazidos pela pandemia estão influenciando a economia da grande maioria das UFs, sobretudo, na perspectiva dos serviços.
Ainda analisando a comparação interanual no território capixaba, em setembro de 2020 o segmento de serviços prestados às famílias, que congrega atividades de restaurantes, hotéis, academias e salões de beleza, registrou queda de -31,0%, evidenciando ser a categoria que mais sofreu com os desdobramentos da pandemia. A retração nacional foi ainda mais intensa nesse segmento, com queda de -36,4%.
Os resultados positivos no volume de serviços constatados nos meses de julho, agosto e setembro de 2020 no Estado, na comparação com os meses imediatamente anteriores, podem contribuir para que o prejuízo ocasionado pela pandemia seja amenizado. Nesse sentido, as expectativas dos segmentos de serviços se voltam para os últimos meses do ano.