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Efeito da pandemia

Crise política só piora a situação do Brasil e desorienta a economia

O vácuo de liderança e a gestão desordenada da pandemia, com confrontos constantes entre os entes federados, tende a posicionar o Brasil entre os últimos países a suavizar a curva de propagação da Covid-19

Publicado em 23 de Maio de 2020 às 05:00

Públicado em 

23 mai 2020 às 05:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Com pandemia do coronavírus, diversas economias no mundo vão enfrentar crise e recessão
Com pandemia do coronavírus, diversas economias no mundo vão enfrentar crise e recessão Crédito: Freepik
Não seria exagero afirmar que a crise política pela qual passa o Brasil, alimentada a cada instante, tem potencial de gerar mais estrago na economia do que a própria pandemia da Covid-19. O constante e crescente estado de beligerância e instabilidade no campo da política do país, e que é alimentado de forma contínua por posicionamentos erráticos, contraditórios e desprovidos de lucidez de direcionamentos, toca diretamente no campo da economia naquilo que lhe é mais sensível: expectativas que liguem o presente ao futuro.
Em estudo divulgado nesta semana, o Ibre/FGV aponta que o Brasil integrará a lista de países com pior desempenho do PIB no biênio 2020-21. Dentre 190 países, poderá chegar a posição de número 155. Ou seja, quase no fim da linha, com queda do PIB estimada em 1,3%. Enquanto isso, o mundo deverá estar crescendo 1,3%, e países emergentes, seus parceiros, 2,7%. Nas economias mais avançadas, as estimativas indicam queda de 1%.
Se internamente o governo Bolsonaro isola-se no seu comportamento errático e muitas vezes belicoso, demonstrando sobretudo fragilidade de governança, de liderança e de governabilidade, no campo externo o ambiente também não se mostra tão diferente. Percebe-se um Brasil cada vez mais isolado no contexto global. E não somente em relação a questões econômicas, mas principalmente nas novas e importantes temáticas que se colocam já na perspectiva do “day after”, como saúde – em conflito com a OMS -, nova ordem geopolítica e econômica.
O vácuo de liderança e a gestão desordenada da pandemia, com confrontos constantes entre os entes federados, tende a posicionar o Brasil entre os últimos países a suavizar a curva de propagação da Covid-19. A maioria dos países da Ásia, da Europa, e inclusive os Estados Unidos, já se encontram em fases ulteriores de desdobramentos da pandemia e de abertura das atividades econômicas. Isolado e postado no fim da fila da retomada das atividades econômicas, isso pode fragilizar o posicionamento do país na competição por novas oportunidades que se abrirão.
Alguns analistas, especialmente da área de saúde, já comentam que esse isolamento externo poderá levar o Brasil a encontrar dificuldades não somente no acesso à produção de vacina contra a Covid-19, mas também na participação e compartilhamento de conhecimentos envolvendo grandes centros de pesquisa no mundo.
No entanto, nunca é tarde para mudar!

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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