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Pós-coronavírus

Pandemia vai causar crises diferenciadas na economia global

Além do coronavírus, estamos convivendo com uma pandemia que ataca indiscriminadamente as economias, e em escala globalizada, cujas entradas e saídas das crises se darão de forma dessincronizada e em estágios diferenciados de destruição

Públicado em 

09 mai 2020 às 05:00
Orlando Caliman

Colunista

Orlando Caliman

Pandemia de coronavírus traz ainda mais incertezas para a economia
Pandemia de coronavírus traz ainda mais incertezas para a economia Crédito: vlad - stock.adobe.com
Não há como negar que a pandemia da Covid-19 dificulta e nos impõe sérios obstáculos em exercícios de possíveis cenários sobre a economia mundial e, mais ainda, nas suas diversificadas lógicas regionais e em cada país isoladamente. A questão é que, no momento, além do coronavírus, estamos convivendo com uma verdadeira pandemia que ataca indiscriminadamente as economias, e em escala globalizada, cujas entradas e saídas das crises se darão de forma dessincronizada e em estágios diferenciados de destruição. Assim, podemos construir vários olhares sobre o pós-crise. Com a única certeza de que teremos um mundo diferente mais à frente.
Somente vamos ter uma percepção mais clara em termos de tendências, portanto também mais assertivas sobre como se comportará a economia mundial, mais perto da virada do ano. Se havia quem apostasse numa retomada rápida, já não mais agora. Parece-nos firmar o consenso de que a configuração da dinâmica de saída seguirá o contorno em formato de U. isto é, mais custosa em termos de esforço e também mais lenta. Afinal, é no decorrer da dinâmica da crise que surge a oportunidade de se constatar o tamanho do apagão que acontece do lado da demanda.
No conjunto das reações expressas em políticas voltadas à minimização do enorme choque negativo no nível das atividades econômicas, com raríssimas exceções, parece estar havendo um consenso em torno da adoção de um protocolo de iniciativas de inspiração keynesiana. Ou seja, com forte presença do Estado, focando-se o lado da demanda efetiva, alimentando-a, pelo menos minimamente, com ampliação de liquidez por meio do crédito e transferências diretas de renda. São todas medidas acertadas. No entanto, mais servem para amortecer os impactos do que impulsionar a economia.
O mundo econômico certamente se defrontará brevemente com um cenário caracterizado pela convivência generalizada com uma situação inédita, denominada na teoria econômica de “hiato do produto”. Algo como um vazio, um verdadeiro buraco no PIB global e também um considerável excedente de capacidade produtiva. Ambiente propício, por exemplo, ao surgimento de quadros deflacionários, em especial em relação ao setor de commodities.
E nesse cenário, o que vai determinar a velocidade da retomada e, portanto, do preenchimento desse “buraco”, serão medidas que possam irrigar os mercados com liquidez, incentivos à produção e investimentos públicos e privados bem planejados. Medidas também aplicáveis para o Brasil.

Orlando Caliman

É economista. Analisa, aos sábados, o ambiente econômico do Estado e do país, apontando os desafios que precisam ser superados para o desenvolvimento e os exemplos de inovação tecnológica

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