Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Livre acesso

O que ganhei da minha mãe

Neste Dia das Mães, não duvide do que significa essa data. Não é sobre presentes. É sobre presença, reconhecimento, reverenciamento, sobre enxergar a relação mãe e filho como um laço feito de uma material inquebrável

Publicado em 05 de Maio de 2020 às 07:00

Públicado em 

05 mai 2020 às 07:00
Mariana Reis

Colunista

Mariana Reis Mariana Reis
Flor
Flor Crédito: ILONA SHOROKHOVA/Freepik
Com minha mãe aprendi que a vida nunca é como gostaríamos que ela fosse. Como também não é uma ameaça constante ou um inimigo a ser controlado. A vida é o nosso maior tesouro. É tudo o que temos. Com ela também entendi que não somos nós, com alguma deficiência, que deixamos de andar, ouvir, ver ou qualquer coisa assim. Elas – as mães – é que deixam de fazer tudo isso. E por nós, passam por momentos de sufoco, dor e desespero.
Lembro-me dos perrengues que tive que enfrentar com cirurgias e tudo mais quando a vida me colocou em uma cadeira de rodas. Foi com ela, a mãe que chamava de minha, que encontrava força e me desfazia dos medos. Era dela a memória de cada detalhe dessa época: o nome de cada médico, enfermeira, o motivo de cada choro, o sorriso a cada pequena vitória. Tenho certeza que se ela estivesse aqui se lembraria dos detalhes daqueles momentos. Foi com ela que reaprendi a andar. A não chorar porque estava diante de um novo modo de viver. Foi dela que ganhei força e coragem.

Maternidade é fortaleza

Trouxe minha mãe para esse texto, mas não é apenas sobre ela que desejo falar. É sobre dedicar sua vida ao que, de fato, importa. Minha mãe mostrou que eu importava. Imagino que ser mãe é dizer até mesmo sem falar nada, o quanto um filho nos transforma. Mães que superam todos os obstáculos, físicos, emocionais, para exercerem a maternidade que também pode ser chamada de fortaleza.

Sob o teto do preconceito

Não duvide. Toda mãe traz em si essa força. E muitas precisam lutar para provar que são capazes. Agora imagine o quanto uma mulher com deficiência é colocada em dúvida quando resolve ter um filho. E penso que, além de dar conta da cria, ainda precisa atestar para os olhares duvidosos uma capacidade inata. O nome disso também é preconceito. Acima de nós, mulheres, mães, profissionais com ou sem deficiência, existe um teto de dúvida, de questionamentos sobre a nossa inteligência, nossa vontade, nosso direito, nosso caráter.

O que você vai levar para o Dia das Mães?

Neste Dia das Mães, não duvide do que significa essa data. Não é sobre presentes. É sobre presença, reconhecimento, reverenciamento, sobre enxergar a relação mãe e filho como um laço feito de uma material inquebrável. Revestido de doçura e resistência, coragem e delicadeza. Seja de que forma for a mãe que você conhece, veja nela o que realmente importa. E que geralmente se chama amor.

Mariana Reis

Mariana Reis Mariana Reis

Mariana Reis é mestranda em Sociologia Política, Administradora , TEDex, Colunista e Personal Trainer

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O médico Marcio Antonio Leite Lima foi conduzido à delegacia na viatura da Guarda Municipal de Vila Velha
Médico é preso em flagrante suspeito de apontar arma para vendedor em Vila Velha
Homem fica ferido após ser esfaqueado em bar de Cachoeiro
Briga de bar termina com homem esfaqueado em Cachoeiro
Pessoas se reuniram no local após acidente que deixou mulher ferida na cabeça em Vila Velha
Mulher é atropelada por bike elétrica em ciclovia na Praia da Costa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.