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É artista e escritora, e como observadora do cotidiano, usa toda sua essência criativa na busca de entender a si mesma e o outro. É usuária das medicinas da palavra, da música, das cores e da dança

Crônica: vamos juntos!

A força feminina é um oceano de força curativa, sagrada, criativa, divina. E os homens não mais terão medo de nele banharem-se e permitirem que lhes invada o peito.

Publicado em 20/06/2021 às 02h00
Mulher e homem de mãos dadas
Chegou a hora de escrevermos uma nova história. Crédito: Freepik

"Fazer da cura o lugar do encontro", Laura Berbert

"Um amor! Um coração. Vamos nos unir e viver em paz", Bob Marley

Do fundo de um estado mental denominado patriarcado, o feminino emerge. Surge empunhando uma bandeira branca bordada com um coração gigante, símbolo de uma nova proposta que é, ao mesmo tempo, a mais antiga de todas: sermos um.

Um amor – repartido entre bilhões de seres em evolução.

Do fundo de um mar de lama que há séculos abriga a exploração sexual das mulheres, o feminino emerge.

Surge elevando a voz delicada que emana da alma e propõe que o amor restabeleça a paz e vença cada singular batalha.

Do fundo de um vale denso que esconde as sombras da ignorância, o masculino emerge.

Surge, se apresenta com uma nova consciência de compaixão para proteger, tornar-se guardião, evitar o abuso e a discriminação, integrar os saberes ancestrais, honrar e receber do ventre feminino os mistérios da vida.

Do fundo de uma antiga questão, homens e mulheres emergem com a voz da inclusão, falando a língua da grande verdade: a força feminina é um oceano de força curativa, sagrada, criativa, divina. E os homens não mais terão medo de nele banharem-se e permitirem que lhes invada o peito.

Chegou a hora em que a força feminina se apresenta e honra sua responsabilidade na evolução da Terra, nossa morada.

Hora em que assumimos: o feminino carrega o propósito supremo de ser o signo da evolução, uma alma para a carne, um ovo a espera do mundo vindouro. Liga, elo, comunhão – mas, não sem o homem.

Não sem um guardião. Porque a manifestação dessa força sagrada, análoga à Mãe Terra – que não só faz brotar a vida, mas também a sustenta – que depende do solo firme e da semente fértil do masculino.

Depende, sobretudo, da cura de um antiquíssimo padrão. Porque somente curado o masculino tem a coragem de resgatar dentro de si, a essência do ser sagrado, que abandona a busca de corpos voluptuosos, por sensações verdadeiras, que envolvem comunhão e consciência. Somente curado, ele se aceita vulnerável e se conecta às próprias emoções.

Chegou a hora de escrevermos uma nova história. Chegou a hora de expandir e compreender: a evolução da espécie depende de nós – aqui, agora. Depende de você e de mim.

Não duvide, a fonte, o divino, o sagrado – chame como bem entender – conta com isso.

(E mais, tudo que foi dito neste texto você já sabia. Simplesmente tinha esquecido. Sinta a pressão de estar subindo, vindo à tona, emergindo. – Chegou a hora.)

Nota: as palavras acima também foram inspiradas pelo vídeo 'rise of the feminine' (você encontra no Youtube), desenvolvido uma sábia contemporânea chamada Layla El Khadri, que trabalha promovendo a ascensão da consciência feminina no mundo.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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