Descontentes com a ascensão do deputado Felipe Rigoni ao comando estadual do partido, eles querem liberdade para apoiar outros candidatos ao governo do estado e à Presidência da República. Rigoni é o pré-candidato do União Brasil ao Palácio Anchieta.
Quintino considera nada factível a ideia de permanecer num partido que tem candidato ao governo e não apoiar tal candidato. Assim, em vez de liberdade, quer apenas passar pela porta de saída. Ele é aliado do governador Renato Casagrande (PSB), que deve tentar a reeleição.
Theodorico diz que, junto com ele, a deputada Norma Ayub também vai deixar o União, abrindo um flanco na chapa de concorrentes a vagas na Câmara dos Deputados.
O ex-senador Ricardo Ferraço, filho de Theodorico, é quem comandaria o União Brasil no estado, "mas ele não quer coordenar campanha, mexer com dinheiro de campanha, por isso achou melhor o candidato ao governo assumir o partido", sustentou Theodorico.
Rigoni quer conter a debandada, mas também está disposto a procurar novos nomes para compor as chapas de deputado estadual e federal. "Tem muitos candidatos por aí, em outros partidos ou que não estão em partidos", respondeu, nesta segunda, ao ser questionado sobre o risco de deputados deixarem o partido.
O deputado federal bem que gostaria de conter o ânimo de saída da família Ferraço, que certamente enfraquece o partido, mas pode ser tarde demais.
Quintino diz que o grupo pretende conversar com a direção nacional do União Brasil, mas Theodorico avisa que até semana que vem já deve estar em outra legenda. "Recebemos (ele e Norma) convites de 12 partidos", garantiu.
Este ano não há coligação proporcional, ou seja, justamente para eleger deputados. A não ser os partidos que vão formar federação, que é uma espécie de coligação turbinada, com duração de quatro anos, é cada um por si.
É importante ter puxadores de votos ou um arranjo que permita que vários promovam a ascensão de um ou dois à Câmara dos Deputados. Esse é o lugar primordial para os partidos, já que o número de assentos na Casa determina a distribuição do fundo partidário e outros benefícios aos partidos, como o tempo de propaganda em TV e rádio.