Lorenzo Pazolini, Arnaldinho Borgo, Sérgio Vidigal, Euclério Sampaio e Wanderson BuenoCrédito: Editoria de Arte de A Gazeta
Em outubro deste ano, os eleitores vão às urnas em todo o país para escolher prefeitos e vereadores. Nas principais cidades da Grande Vitória, os atuais chefes do Executivo podem tentar a reeleição. Alguns deles já afirmaram, em entrevista à Rádio CBN Vitória, que vão se lançar na disputa. Outros, mantêm suspense. Mas a coluna aposta que todos vão, sim, atrás da recondução ao cargo.
Estamos falando de Arnaldinho Borgo (Podemos), de Vila Velha; Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica; Lorenzo Pazolini (Republicanos), de Vitória, Sérgio Vidigal (PDT), da Serra, e Wanderson Bueno (Podemos), de Viana.
Desses, apenas Vidigal é veterano na função. Ele está no quarto mandato à frente da Prefeitura da Serra, mas não de forma consecutiva. Assim, tem o direito de entrar no páreo este ano, de novo.
Os sinais que o prefeito emite permitem quase adivinhar o futuro. Em entrevista à CBN no último dia 20, ele fez questão de frisar que "a gestão da Serra não foi feita para amadores", ou seja, prefere garantir à população a opção de votar em um político experiente. E quem é mais experiente em administrar a Serra que o próprio Vidigal?
Outro que não revela, por enquanto, se vai ou não tentar a reeleição é Arnaldinho Borgo. Ex-vereador, ele comanda a Prefeitura de Vila Velha pela primeira vez e praticamente não enfrenta oposição, em se tratando de partidos políticos e vereadores locais.
Além disso, também tem o apoio de Casagrande. Com duas máquinas públicas a seu favor, a municipal e a estadual, Arnaldinho tem a estrada pavimentada para concorrer em outubro.
Além disso, o presidente estadual do Podemos, Gilson Daniel, já elencou como prioridades do partido reeleger os prefeitos de Vila Velha e Viana.
A situação do emedebista é parecida com a de Arnaldinho, politicamente falando. Euclério também não enfrenta uma oposição de peso, tem amplo apoio, unanimidade, na Câmara Municipal. E tem Renato Casagrande como um dos principais aliados.
Graças a obras realizadas integral ou parcialmente pelo governo estadual, os prefeitos de Vila Velha e Cariacica fizeram entregas em ritmo festivo em 2023, o que veio a calhar em ano pré-eleitoral.
A única pedra no sapato de Euclério é o PT. Em 2020, ele enfrentou a ex-secretária municipal de Educação Célia Tavares no segundo turno. O Partido dos Trabalhadores ensaia lançar alguém para concorrer contra o atual prefeito também em 2024.
Já o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, publicamente, não quer nem ouvir falar em reeleição. Questionado durante entrevista à Rádio CBN Vitória, respondeu apenas que "prefere trabalhar". Nos bastidores, contudo, a candidatura dele é dada como certa.
O prefeito, em ano pré-eleitoral, também acelerou entregas de obras e serviços. Até concedeu abono de R$ 2,5 mil aos servidores municipais em dezembro, para azeitar o relacionamento com a categoria.
E ainda ensaiou uma aproximação institucional com Casagrande. Os dois ainda são bem distantes, mas Pazolini não se porta mais como um opositor declarado ao Palácio Anchieta.
De qualquer forma, a máquina estadual vai trabalhar contra a reeleição do prefeito de Vitória.
Casagrande, provavelmente, não vai subir no palanque de nenhum adversário de Pazolini. Não por consideração pelo republicano e sim pelo fato de que vários casagrandistas devem participar da disputa, como os deputados estaduais João Coser (PT) e Tyago Hoffmann (PSB) e o subsecretário estadual de Integração e Desenvolvimento Regional, Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.