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Pré-candidato

No ES, Caiado desfia rosário de críticas ao PT, defende Bolsonaro e se aquece para 2026

Governador de Goiás, entretanto, enfrenta obstáculos enquanto tenta se viabilizar como candidato ao Palácio do Planalto. Veja a análise da coluna

Publicado em 06 de Novembro de 2025 às 18:34

Públicado em 

06 nov 2025 às 18:34
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Renato Casagrande e Ronaldo Caiado
Renato Casagrande e Ronaldo Caiado Crédito: Arthur Louzada/Divulgação
Em Vitória nesta quinta-feira (06), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), desfiou o rosário de sua pré-campanha à Presidência da República: críticas ao governo Lula (PT), postura linha dura em relação ao combate ao crime e elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Caiado participou do Fórum Liberdade e Democracia, em um painel ao lado do governador Renato Casagrande (PSB). Os dois chegaram juntos ao Centro de Convenções, em um clima amigável. 
O tom dos discursos deles foi de diálogo e compreensão "entre pessoas que pensam de forma diferente".  
Casagrande é um político de centro-esquerda e Caiado, de direita. A plateia era formada, principalmente, por empresários capixabas. Ao descer do palco e conceder entrevista à imprensa, entretanto, o governador de Goiás entrou no modo pré-candidato de oposição.
Para ele, o PT é "irmão do crime" e a operação policial que matou 121 pessoas no Rio de Janeiro, autorizada pelo governador Cláudio Castro (PL), "passou a ser referência" para o resto do país. Já Bolsonaro, para Caiado, merece perdão em relação aos crimes pelos quais foi condenado.
O governador tergiversou apenas quando questionado sobre a federação entre União Brasil e Progressistas. Nos bastidores, ele tem trabalhado para que a parceria não prospere, embora já esteja praticamente consolidada. 
Caiado negou ter dito que "o casamento" entre as duas siglas "vai ser o caos", como registrou em mensagem enviada em grupo de WhatsApp de membros da Executiva do União. E colocou panos quentes na história:
"Eu disse dos problemas que estão existindo em alguns estados da federação que nós precisamos administrar para que não tenhamos perda de deputados no momento da nossa janela, da legislação que autoriza a mudança de partidos. É essa parte da minha preocupação".
O governador de Goiás e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, entretanto, já protagonizaram discordâncias públicas, o que evidencia a divisão dentro da federação. 
Questionado pela coluna sobre como está a relação com Ciro, Caiado respondeu laconicamente:  "Olha, faz tempo que eu não o vejo".
Mas isso não quer dizer que "o casamento" não vai dar certo.
ELEIÇÕES 2026
Mas voltemos ao tema das eleições de 2026. Caiado é apenas um dos governadores de direita em busca dos votos que iriam naturalmente para Bolsonaro. Há disputa por quem vai ser "o" adversário de Lula nas urnas.
Na lista estão também Romeu Zema (Novo), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Júnior (PSD) e Eduardo Leite (PSD).
O governador de Goiás, porém, acredita que "quanto mais melhor", para "aguentar a máquina do PT e do Lula". 
"Se você colocar um só para sofrer todos os ataques montados pelo governo ... Eu tomo um tiro no braço, o outro toma um tiro na clavícula, o outro toma um tiro na perna e a gente vai passando até chegar no segundo turno", projetou.
A estratégia de dividir para conquistar não é nova. É difícil, hoje, prever se vai ser bem sucedida desta vez.
Caiado tem outros obstáculos. O fato de a federação União Progressista não estar totalmente convencida de lançá-lo à Presidência é um deles.
O outro pode estar na data de nascimento. 
Lula, aos 80 anos, certamente vai ser criticado por ir em busca de mais um mandato. Nenhum outro presidente brasileiro chegou aos 80 anos enquanto ainda estava no cargo, quem dirá disputar a reeleição.
Caiado, porém, tem 76 anos. Se o fator geracional pesar, o governador não tem lá muita vantagem.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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