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MBL e Vem Pra Rua

Movimento contra o "Bolsopetismo" não empolgou no ES

Carreata entre Vitória e Vila Velha, no domingo (12), reuniu, de acordo com a PM, 80 veículos. É um retrato da marcha em que anda a terceira via

Públicado em 

13 set 2021 às 13:20
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

MBL e Vem Pra Rua protestam por impeachment de Bolsonaro em Vitória
MBL e Vem Pra Rua protestam por impeachment de Bolsonaro em Vitória Crédito: Fernando Madeira
O Vem Pra Rua, já na convocação para o ato, cravou: "Basta de Bolsopetismo". A ideia do movimento que, num passado recente, ajudou a defenestrar o PT do governo central, era arregimentar manifestantes pelo impeachment do mandatário, mas sem deixar de lado o repúdio aos petistas.
No dia 7 de setembro, entre 80 e 100 mil pessoas, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, estiveram na Praça do Papa, em Vitória, em apoio às pautas bolsonaristas.
Já MBL e Vem Pra Rua fizeram uma carreata, no dia 12, da Praça do Papa até a Prainha, em Vila Velha. De acordo com a Polícia Militar, 80 veículos fizeram o trajeto em comboio. Supondo que os veículos fossem todos carros e que em cada um deles houvesse quatro pessoas, o público foi de, no máximo, 320 indivíduos.
Volto a lembrar, como fiz por ocasião do protesto do dia 7, que gente na rua não é, por si só, aferição de popularidade ou impopularidade de alguém. Certamente teve gente que apoia Bolsonaro, mas que, por um motivo ou outro, não se juntou aos outros fãs do capitão reformado.
Assim como deve haver mais pessoas que jamais se perfilariam no cercadinho bolsonarista e tampouco cantariam "Lula lá", mas não aderiam aos atos do dia 12. Os que votariam em Lula, apesar do Lula, somente para ver Bolsonaro descer definitivamente a rampa do Palácio do Planalto tampouco devem se sentir confortáveis com os gritos de "Fora, PT" ouvidos durante a carreata.
A propósito: PT fora de onde, já que o partido não está no comando do Executivo federal desde 2016?
Quem participa de protestos, por óbvio, são pessoas mais engajadas politicamente. Não se trata de um retrato fiel da sociedade. Para se aproximar disso existem as pesquisas de opinião, feitas com critérios estatísticos.
O ato do último domingo foi também uma demonstração de que uma eventual "terceira via" não pode se basear apenas no "Eles não". Tem que ter algo a apresentar. Por enquanto, um nome que possa arregimentar o sentimento "antibolsopetista" ainda não empolgou. A política no Brasil é, em essência, personalista. Sem um "líder", um "guia", um "pai", ou "mãe", a coisa vai devagar.
Falta mais de um ano para a eleição de 2022, no entanto. O roteirista que escreve os capítulos do Brasil não nos permite fazer previsões nem mesmo para a próxima semana. Aguardemos, pois, com música de suspense.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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