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Mas tem novidade

Casagrande mantém no governo 61% dos atuais secretários

Há mudanças pontuais e, principalmente, na correlação de forças dentro da nova gestão do ES

Publicado em 01 de Janeiro de 2023 às 02:10

Públicado em 

01 jan 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Vista do Palácio Anchieta. Cidade Alta, Vitória. Sede do Governo Estadual.
Palácio Anchieta, na Cidade Alta, em Vitória, é a sede do governo do Espírito Santo Crédito: Rodrigo Gavini
A composição do governo Renato Casagrande (PSB), que começa neste domingo (1º), teve poucas surpresas. O socialista manteve, para 2023, 61% dos titulares das pastas que marcam presença no primeiro escalão em 2022. E ainda tem "a volta dos que não foram", figuras conhecidas dos capixabas que retornam a postos de destaque após algum tempo fora de cena.
Ainda assim, há novidades na correlação de forças e nos grupos que exercem influência sobre o chefe do Executivo, como a coluna mostrou.
Desde que assumiu o segundo mandato, em janeiro de 2019, Casagrande fez mudanças no time. Entre os que vão começar jogando no terceiro, 11 (42,3%) seguem escalados desde o início:
Davi Diniz (Casa Civil); Flávia Mignoni (Comunicação); Valésia Perozini (chefia de gabinete); Coronel Aguiar (Casa Militar); Edmar Camata (Controle e Transparência); Fabrício Noronha (Cultura); Álvaro Duboc (Planejamento); Marcus Vicente (Saneamento e Habitação); Nara Borgo (Direitos Humanos); Fabio Damasceno (Mobilidade Urbana) e Vitor de Angelo (Educação).
O núcleo de poder novo, ainda que formado por velhos conhecidos, é liderado pelo vice-governador Ricardo Ferraço (PSDB). Ele vai acumular a Secretaria de Desenvolvimento e a coordenação das áreas de Meio Ambiente e Agricultura.
Nessas pastas, aparentemente, pesou mais a ideia de dar dinamismo e entregar resultados que a indicação político-partidária pura e simples.
O próprio Ricardo tem um perfil diverso do PSB de Casagrande, embora se relacione bem com integrantes de diversos espectros políticos – como exemplo, a cordialidade que demonstrou com o senador eleito Magno Malta e o deputado estadual Capitão Assumção, ambos do PL bolsonarista, na solenidade de diplomação.
O vice de Casagrande já foi vice de Paulo Hartung. Para a Agricultura, o titular escolhido foi Enio Bergoli, que não tem filiação partidária, mas já integrou o PSDB e é próximo do tucano. Bergoli já atuou nas gestões de Casagrande e Hartung e tem perfil mais técnico.
A ida do deputado federal não reeleito Felipe Rigoni (União Brasil) para o Meio Ambiente, costura que contou com Ricardo para se concretizar, foi um ponto fora da curva, uma vez que o parlamentar era cotado para comandar a Secretaria de Ciência e Tecnologia.
Enio Bergoli e Ricardo entram aqui na cota da "volta dos que não foram", no sentido de serem atores com passagens por outras gestões e não exatamente novidades.
O mesmo vale para o novo secretário de Justiça. André Garcia. Procurador do Estado de Pernambuco, ele está no Espírito Santo desde 2008 e já comandou as pastas de Justiça, Segurança Pública e Ações Estratégicas.
No limiar desse raciocínio, podemos encaixar também o coronel Alexandre Ramalho, que volta à titularidade da Secretaria de Segurança. Ele foi comandante da Polícia Militar no último governo Hartung, secretário de Defesa Social de Viana, quando Gilson Daniel (Podemos) era o prefeito, e passou à chefia da Segurança a convite de Casagrande em abril de 2020.
Deixou o cargo em 2022 para tentar uma vaga no Senado, mas acabou disputando a Câmara dos Deputados pelo Podemos. Não foi eleito.
NOVIDADES
A principal novidade, além do protagonismo de Ricardo Ferraço, que vai ter um papel mais decisivo que os vices anteriores de Casagrande – Givaldo Vieira e Jacqueline Moraes – é a troca na Secretaria de Saúde.
Sai o médico Nésio Fernandes e entra o economista e administrador Miguel Duarte.
Nésio vai ser secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde.
De qualquer forma, seria substituído, pois Casagrande buscava um novo perfil para a pasta após a turbulência da pandemia de Covid-19, que Nésio enfrentou, na avaliação da coluna, de forma correta, para o desagrado de alguns.
Já o PT, com o Nunes na pasta de Esportes, passa a integrar o governo Casagrande.
AUSÊNCIAS
Outra mudança é a saída de um homem forte do governo, o ex-secretário Tyago Hoffmann.
Ele já havia deixado a gestão para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa e foi eleito. A partir de fevereiro, vai ser deputado estadual e não mais uma das principais vozes do primeiro escalão.
O mesmo ocorre com o deputado federal eleito Gilson Daniel (Podemos).
Aliado de primeira hora de Casagrande, ele não foi convidado a integrar a gestão desta vez, para evitar pleitos similares de outros partidos que emplacaram nomes na Câmara, mas gostariam de ver a posse de suplentes lá, além de compor o secretariado.
O NOVO SECRETARIADO DE CASAGRANDE
  • Secretaria de Agricultura: Enio Bergoli
  • Secretaria da Casa Militar: Coronel Jocarly Aguiar 
  • Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional: Bruno Lamas 
  • Secretaria de Controle e Transparência: Edmar Camata 
  • Secretaria de Cultura: Fabrício Noronha
  • Secretaria de Desenvolvimento: Ricardo Ferraço
  • Secretaria de Direitos Humanos: Nara Borgo
  • Secretaria de Economia e Planejamento: Álvaro Duboc
  • Secretaria de Educação: Vitor de Angelo
  • Secretaria de Esporte e Lazer: José Carlos Nunes da Silva
  • Secretaria da Fazenda: Marcelo Altoé
  • Secretaria de Gestão e Recursos Humanos: Marcelo Calmon
  • Secretaria de Governo: Maria Emanuela Pedroso
  • Secretaria de Justiça: André Garcia
  • Secretaria de Meio Ambiente: Felipe Rigoni
  • Secretaria de Mobilidade Urbana: Fábio Damasceno
  • Secretaria de Políticas para as Mulheres: Jacqueline Moraes
  • Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano: Marcus Vicente
  • Secretaria de Saúde: Miguel Paulo Duarte Neto
  • Secretaria de Segurança Pública: Coronel Alexandre Ramalho
  • Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social: Cyntia Grillo
  • Secretaria de Turismo: Weverson Meirelles
  • Chefe da Casa Civil: Davi Diniz
  • Chefe de Gabinete: Valésia Perozini
  • Superintendência de Comunicação: Flavia Mignoni
  • Procuradoria-Geral do Estado: Jasson Amaral

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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