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Futuro secretário

Rigoni quase desistiu da vida pública. Ricardo e Casagrande entraram em cena

Cotado para a Ciência e Tecnologia, deputado federal não reeleito vai comandar a pasta de Meio Ambiente do governo do ES

Públicado em 

30 dez 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Felipe Rigoni diz que tem o respeito de Casagrande, de quem é amigo pessoal, mas não descarta o ter como adversário nas eleições de 2022
Felipe Rigoni Crédito: Luís Macedo/Câmara dos Deputados
O deputado federal não reeleito Felipe Rigoni (União Brasil) vai ser o novo secretário de Meio Ambiente do Espírito Santo. Mas quase saiu do estado e desistiu da vida pública.
A coluna já havia registrado "o mergulho" do parlamentar que, desde o segundo turno das eleições de 2022, era cotado para integrar a gestão Renato Casagrande (PSB) no caso de reeleição do governador.
O socialista vai começar mais um mandato no dia 1º. E, como contou em entrevista à Rádio CBN Vitória na terça-feira (27), chegou a convidar Rigoni para ser o titular da Secretaria de Ciência e Tecnologia. 
A pasta era a aposta do mercado político como a ser ocupada pelo parlamentar mesmo.
Mas Rigoni não quis. Casagrande então disse que insistiu com o aliado para que ele integrasse o governo em outra posição.
Nesta quarta-feira (28), o deputado deu mais detalhes sobre os bastidores dessa conversa.
"Não é que eu tenha recusado a Secretaria de Ciência e Tecnologia, especificamente. É uma pasta muito importante, com a qual eu tenho afinidade. É que eu tinha decidido, há pouco tempo, não estar mais na vida pública. Em novembro eu decidi ir para o setor privado, em São Paulo", contou.
"Aí eu liguei para o Renato, agradeci o convite e comuniquei essa minha decisão a ele", complementou.
"Sexta-feira passada (dia 23 de dezembro) o Ricardo (Ferraço, vice-governador eleito) e o Renato me chamaram para uma conversa e me resgataram", revelou Rigoni.
"Eles me convenceram pelo estilo que estão querendo tocar, querendo trazer muita inovação. Não posso negar que eu gosto do setor público. Aí neguei a proposta do setor privado", concluiu.
O martelo foi batido apenas na última terça-feira à noite. O anúncio foi feito na quarta. 
O deputado federal chegou a ser pré-candidato ao governo do Espírito Santo. Recuou e tentou a reeleição para a Câmara dos Deputados, no que não obteve sucesso. 
Teve uma votação expressiva, mas o desempenho da chapa de candidatos a deputado federal do União Brasil ficou aquém do necessário.
Rigoni, então, recebeu convites para trabalhar fora do estado, no setor público ou privado. Se aceitasse, realmente, seria como jogar a toalha ou adiar planos eleitorais, uma vez que o eleitorado do Espírito Santo está aqui e não em São Paulo.
Graças à argumentação de Ricardo e Casagrande, ele permaneceu no estado e vai para o governo.
RICARDO FERRAÇO
Ricardo e Rigoni foram correligionários por pouco tempo. O ex-senador estava filiado ao DEM e o deputado, ao PSL. As duas siglas se fundiram, dando origem ao União.
Ricardo presidiria a legenda no estado, inicialmente. A direção nacional, entretanto, entregou o comando local a Rigoni. 
Como ele pretendia disputar o Palácio Anchieta contra Casagrande, Ricardo saiu do partido e voltou ao PSDB.
O episódio, segundo Rigoni, não causou rusgas entre os dois.
"A gente nunca brigou. Apenas escolhemos caminhos diferentes naquele momento. Ele é um baita ativo para o governo do estado", afirmou o futuro secretário de Meio Ambiente ao elogiar o tucano.
Ricardo, além de vice, vai ser secretário de Desenvolvimento e coordenar, além dessa área, Agricultura e Meio Ambiente, com ascendência sobre os demais membros do primeiro escalão.
"As coisas se sobrepõem. Ter essas três pastas alinhadas é importante. Não tem como ter desenvolvimento sem ele ser sustentável. A mesma coisa em relação à agricultura", pontuou Rigoni.
Ele diz ter "uma ótima relação" com Ricardo Ferraço.
BASE ALIADA
Com a participação de Rigoni no governo, o União Brasil está oficialmente na base aliada a Casagrande. O partido elegeu dois deputados estaduais: Denninho Silva e Dr. Bruno Resende.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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