Governador Renato Casagrande (PSB) passa por tropas da Polícia MilitarCrédito: Carlos Alberto Silva
O governador reeleito Renato Casagrande (PSB) afirmou à coluna, em entrevista na Rádio CBN Vitória, na terça-feira (27), que a segurança não vai ser reforçada, além do já previsto, para a posse dele, no dia 1º, apesar dos atos violentos cometidos por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Até uma bomba foi encontrada lá, felizmente antes de explodir, o que o governador classificou como terrorismo.
Casagrande, formalmente, apoiou Lula (PT), agora presidente eleito, no pleito de 2022. Mas, estrategicamente, frisou não se importar com o voto CasaNaro.
Bolsonaristas inconformados com a derrota e alegando, falsamente, que houve fraude nas urnas, têm apelado até para ações como a descrita no primeiro parágrafo para tentar instalar o caos e atrapalhar ou mesmo impedir a posse do petista, também marcada para 1º de janeiro.
Por aqui, os golpistas estão acampados em frente ao quartel do 38º Batalhão de Infantaria do Exército, na Prainha, Vila Velha. Mas ninguém colocou fogo em veículos, tentou invadir a Polícia Federal ou plantou explosivos, como ocorreu na capital do país.
Por via das dúvidas, a Diretoria de Inteligência da Polícia Militar está incumbida de "monitorar a possibilidade de manifestações públicas ilegais que possam interferir no bom andamento do evento nos dois locais, informando antecipadamente sobre a possibilidade de manifestações".
O trecho faz parte de uma diretriz de serviço assinada pelo comandante da PM, coronel Douglas Caus.
Os dois locais mencionados são as imediações da Assembleia Legislativa, onde vai ser realizada a sessão solene de posse de Casagrande, e o Palácio Anchieta, em que ocorre a cerimônia de recondução ao cargo.
O expediente pode ser o adotado em todas as posses, mas engloba atenção redobrada, o que é de bom alvitre.
O 1° Comando de Polícia Ostensiva Regional (1° CPOR), por exemplo, deve providenciar, por meio do 1º BPM, o reforço do policiamento ostensivo nos arredores da Assembleia Legislativa e da Praça João Clímaco, Centro de Vitória.
Na praça, em frente ao Palácio, o governador vai passar em revista à tropa, formada por 60 alunos oficiais da Academia de Polícia Militar. Oficiais, como tententes e capitães da PM, também vão participar da solenidade.
O Batalhão de Missões Especiais vai ser acionado.
No ofício, o comandante Caus determina ao Comando de Polícia Ostensivo Especializado (CPOE) que empenhe a Companhia de Operações Tático Motorizadas do BME tanto nos arredores da Assembleia como na Praça João Clímaco.
Uma equipe da Companhia de Operações de Choque deve estar em prontidão, "caso seja necessário o acionamento em situações de distúrbios civis".
O CPOE também deve "providenciar Plano de Operação para prevenção no caso de manifestações nos locais de solenidade e eventuais ocorrências de maior complexidade".
"Ninguém é proibido de se manifestar, mas para se manifestar tem que solicitar alguma coisa que seja legal e constitucional. O que essas pessoas desejam não pode ser alcançado porque você não pode desrespeitar o desejo majoritário da população", afirmou o governador, na terça-feira, sobre os atos antidemocráticos que têm ocorrido em diversos estados.
Os manifestantes bolsonaristas pedem, via de regra, um golpe militar, o que é ilegal.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.