A Executiva nacional, presidida pelo deputado federal Luciano Bivar (PE), deveria nomear uma comissão provisória para tomar conta do partido. O ex-presidente estadual do PSL Amarildo Lovato prontificou-se a assumir a sigla no estado.
Foi ele, aliás, que acionou o Judiciário contra o grupo de Rigoni. A fusão entre PSL e DEM deu origem ao União.
Amarildo até já tem o esboço de uma comissão provisória, em que ele figura como presidente estadual e o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, como vice.
Até agora, no entanto, não houve nomeação. O União Brasil no Espírito Santo está oficialmente acéfalo, sem ninguém no controle.
É que há briga no partido não apenas no estado. Nacionalmente, os grupos de Bivar e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto também se enfrentam. E em outros diretórios estaduais a coisa também não está boa.
No último dia 9, a coluna encontrou, por coincidência, Amarildo Lovato na entrada do Anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília. Ele havia acabado de se reunir com Bivar, no gabinete do deputado, que fica naquele prédio.
Mas a situação do União Brasil no Espírito Santo continuou sem desfecho.
Amarildo é próximo a Bivar. Rigoni, de ACM Neto. Enquanto as lideranças nacionais não chegam a um denominador comum, isso se reflete nos estados.
Um dos mais recentes episódios da queda de braço ocorreu no Amazonas. Integrantes do partido acusaram Bivar de tentar impor a eleição de uma direção estadual formada por aliados dele.
"Um presidente nacional só pode deliberar a respeito de qualquer ação, em qualquer estado da Federação, depois de obter autorização da Executiva", diz carta assinada por ACM Neto, José Agripino Maia e Ronaldo Caiado.
Outro ponto de atrito foi a movimentação para o União formar uma federação com o PP. O grupo de ACM era favorável, o de Bivar, contrário. E a parceria não foi efetivada.
"O Bivar tem nove votos na Executiva nacional e o ACM, 8. Não dá 3/5 para fazer nomeação em nenhum estado, então permanece o impasse", afirmou Amarildo Lovato à coluna.
Já Rigoni sustentou que "em Brasília, está tudo certo".
"Mas continua o processo judicial", pontou o secretário de Meio Ambiente. Rigoni recorreu da decisão liminar (provisória) proferida pelo desembargador e também falta julgar o mérito da ação.