Isso, entretanto, não freou o ímpeto de aliados do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) de atrair o PL para o palanque do republicano, pré-candidato ao governo do Espírito Santo.
Na sessão da Câmara da Capital desta terça-feira (19), um dos vereadores mais próximos a Pazolini, Davi Esmael (Republicanos), exortou a aliança:
"O Republicanos estará com Flávio Bolsonaro. E não tenho dúvidas que aqui no estado o PL estará com o Republicanos. Caminharemos juntos. Entendemos que pequenas arestas serão vencidas para que uma ampla frente conservadora enfrente o consórcio de poder que está aí hoje".
"Com essa união entre o Republicanos e o PL, quem vai ganhar não é só a nação, e sim o estado do Espírito Santo", discursou, nesta terça.
Mais uma vez, ele acenou para o Partido Liberal ao citar o nome da filha do senador Magno Malta, Maguinha Malta, que vai disputar o Senado: "Nós teremos condições de encampar ainda mais a candidatura da senadora Maguinha Malta".
Pragmaticamente, o partido dos Bolsonaro seria um aliado importante. Isso considerando recursos para a campanha, tempo de exibição na TV e no rádio e potenciais cabos eleitorais, ou seja, candidatos a deputado que pediriam votos também em prol do candidato ao Palácio Anchieta.
Mas Flávio enfrenta seu pior momento, até agora, na pré-campanha.
Áudio vazado pelo Intercept mostra que ele pediu R$ 61 milhões a Vorcaro para patrocinar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
E há suspeitas sobre o real destino desse dinheiro.
“Hoje nós teremos uma reunião na capital federal que selará o destino de nossa nação, o destino que nós do campo conservador da direita desejamos, de um futuro próspero. Para isso, nós precisamos de todos aqueles que querem combater e derrotar o PT. Nós precisamos de uma só direita”, afirmou o líder do PL na Câmara de Vitória, Armandinho Fontoura.
Horas depois dos discursos feitos na Câmara Municipal, Flávio reuniu-se com a bancada do PL no Senado e na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Ou seja, a situação do senador complicou-se ainda mais. Ele não admitiu o encontro espontaneamente, foi questionado após o site Metrópoles noticiar o encontro.
Não foi anunciada uma aliança eleitoral nacional entre PL e Republicanos.
A tendência, hoje, é que os partidos do Centrão — PP, União Brasil e Republicanos — fiquem neutros na corrida pela Presidência da República e liberem os filiados a apoiar quem quiserem.
Esse cenário, claro, pode mudar.
No Espírito Santo, há a possibilidade de o PL lançar candidatura própria ao governo do Espírito Santo, a do senador Magno Malta.
O objetivo seria garantir um palanque local para Flávio.
A outra opção é se aliar a Pazolini.
Dentro do PL há quem duvide do ímpeto de Magno de concorrer ao Palácio, o que reforça o desejo dos apoiadores do ex-prefeito de Vitória.