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Letícia Gonçalves

Aliados de Pazolini mantêm flerte com PL de Flávio Bolsonaro após caso Vorcaro

Senador é pré-candidato à Presidência da República. Ex-prefeito de Vitória vai disputar o governo do ES

Publicado em 19 de Maio de 2026 às 17:32

Públicado em 

19 mai 2026 às 17:32
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O inciso proposto pelo vereador Davi Esmael (PSB) não foi incluído na Lei Rubem Braga
O vereador de Vitória Davi Esmael (Republicanos) Câmara de Vitória
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, está em maus lençóis após o vazamento do áudio de uma conversa dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e investigado na Operação Compliance Zero.

Isso, entretanto, não freou o ímpeto de aliados do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) de atrair o PL para o palanque do republicano, pré-candidato ao governo do Espírito Santo.

Na sessão da Câmara da Capital desta terça-feira (19), um dos vereadores mais próximos a Pazolini, Davi Esmael (Republicanos), exortou a aliança:

"O Republicanos estará com Flávio Bolsonaro. E não tenho dúvidas que aqui no estado o PL estará com o Republicanos. Caminharemos juntos. Entendemos que pequenas arestas serão vencidas para que uma ampla frente conservadora enfrente o consórcio de poder que está aí hoje".

O presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos), que já afirmou que Pazolini precisa da ajuda da extrema direita, voltou a defender a parceria entre o PL e o partido do ex-prefeito.

"Com essa união entre o Republicanos e o PL, quem vai ganhar não é só a nação, e sim o estado do Espírito Santo", discursou, nesta terça.

Mais uma vez, ele acenou para o Partido Liberal ao citar o nome da filha do senador Magno Malta, Maguinha Malta, que vai disputar o Senado: "Nós teremos condições de encampar ainda mais a candidatura da senadora Maguinha Malta".

Pragmaticamente, o partido dos Bolsonaro seria um aliado importante. Isso considerando recursos para a campanha, tempo de exibição na TV e no rádio e potenciais cabos eleitorais, ou seja, candidatos a deputado que pediriam votos também em prol do candidato ao Palácio Anchieta.

Mas Flávio enfrenta seu pior momento, até agora, na pré-campanha.

Áudio vazado pelo Intercept mostra que ele pediu R$ 61 milhões a Vorcaro para patrocinar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

E há suspeitas sobre o real destino desse dinheiro.

“Hoje nós teremos uma reunião na capital federal que selará o destino de nossa nação, o destino que nós do campo conservador da direita desejamos, de um futuro próspero. Para isso, nós precisamos de todos aqueles que querem combater e derrotar o PT. Nós precisamos de uma só direita”, afirmou o líder do PL na Câmara de Vitória, Armandinho Fontoura.

Horas depois dos discursos feitos na Câmara Municipal, Flávio reuniu-se com a bancada do PL no Senado e na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Em entrevista coletiva, Flávio admitiu que se encontrou com Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro, quando este usava tornozeleira eletrônica.

Ou seja, a situação do senador complicou-se ainda mais. Ele não admitiu o encontro espontaneamente, foi questionado após o site Metrópoles noticiar o encontro.

Não foi anunciada uma aliança eleitoral nacional entre PL e Republicanos. 

A tendência, hoje, é que os partidos do Centrão — PP, União Brasil e Republicanos — fiquem neutros na corrida pela Presidência da República e liberem os filiados a apoiar quem quiserem.

Esse cenário, claro, pode mudar.

No Espírito Santo, há a possibilidade de o PL lançar candidatura própria ao governo do Espírito Santo, a do senador Magno Malta. 

O objetivo seria garantir um palanque local para Flávio.

A outra opção é se aliar a Pazolini.

Dentro do PL há quem duvide do ímpeto de Magno de concorrer ao Palácio, o que reforça o desejo dos apoiadores do ex-prefeito de Vitória.

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Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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