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Eleições

A estratégia de Casagrande para eleger um sucessor em 2026

Governador do ES não pode tentar a reeleição, mas há uma série de candidatos a candidato ao Palácio Anchieta. "Às vezes a pessoa tem todas as condições de governar, mas não tem voto", afirmou o socialista, no Pedra Azul Summit

Públicado em 

29 out 2023 às 10:14
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, avalia as oportunidades para o Estado, no Pedra Azul Summit
Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, no Pedra Azul Summit Crédito: Carlos Alberto Silva
A sucessão do governador Renato Casagrande (PSB) em 2026 movimenta o mercado político desde já. O fato de o socialista não poder tentar a reeleição — está no terceiro mandato como governador, sendo o segundo consecutivo — antecipou as especulações. 
Considerando que o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) não deve — a preço de hoje — disputar mais uma vez o Executivo estadual, as conjecturas aumentam, afinal, o pleito de 2026 vai ser o primeiro, em mais de 24 anos, em que nem Casagrande nem Hartung vão entrar no páreo.
O atual governador, claro, quer eleger o sucessor. Ao participar do Pedra Azul Summit 2023, encontro de líderes empresariais realizado pela Rede Gazeta, no sábado (28), o socialista externou parte da estratégia para alcançar esse objetivo.
"Ninguém indica um candidato, 'esse vai ser o governador'. Às vezes a pessoa tem todas as condições de governar o estado, mas não tem voto", ponderou Casagrande.
"Terei o papel de fazer essa transição política no estado e preciso estar com o governo bem avaliado, forte "
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo
Entre os candidatos a candidato governista em 2026 estão o vice-governador Ricardo Ferraço, recém-filiado e presidente estadual do MDB, o senador Fabiano Contarato (PT), o deputado federal Helder Salomão (PT) e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), para citar alguns exemplos.
Daqui a três anos muita coisa pode acontecer. Alguns desses nomes podem ser descartados e outros devem surgir.
Seja quem for o escolhido, o papel de Casagrande vai ser encerrar o governo com uma boa avaliação, como o próprio governador apontou. Afinal, um candidato que represente a continuidade de um grupo político no poder tem que ter o que defender.
"Isso nos dá condições para discutir com mais força a nossa sucessão. Não resolve todas as nossas dúvidas, mas é pré-condição para a sucessão em 2026", ressaltou.
É por isso que, de acordo com o socialista, o ritmo da atual gestão não deve diminuir, no que se refere a entregas e pautas mais populares.
A administração tem condições de investir, anualmente, 15% da receita. 
A percepção dos eleitores sobre esses investimentos é que vai fazer diferença. Inaugurar o Aquaviário, a ampliação da Terceira Ponte e a ciclovia já em 2023 foram pontos positivos. Assim como a inauguração da Rotatória do Ó, na Serra.
Já a morte de uma mulher de 25 anos, no mesmo município, atingida por tiros por, supostamente, não ter abaixado os vidros do carro, é, além de uma tragédia sem tamanho, um lembrete que, apesar da redução da taxa de homicídios no estado, episódios como esse amargam o humor da população. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, também como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 até 2021, quando assumiu a coluna Letícia Gonçalves.

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