A sucessão do governador Renato Casagrande (PSB) em 2026 movimenta o mercado político desde já. O fato de o socialista não poder tentar a reeleição — está no terceiro mandato como governador, sendo o segundo consecutivo — antecipou as especulações.
Considerando que o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) não deve — a preço de hoje — disputar mais uma vez o Executivo estadual, as conjecturas aumentam, afinal, o pleito de 2026 vai ser o primeiro, em mais de 24 anos, em que nem Casagrande nem Hartung vão entrar no páreo.
O atual governador, claro, quer eleger o sucessor. Ao participar do
Pedra Azul Summit 2023, encontro de líderes empresariais realizado pela Rede Gazeta, no sábado (28), o socialista externou parte da estratégia para alcançar esse objetivo.
"Ninguém indica um candidato, 'esse vai ser o governador'. Às vezes a pessoa tem todas as condições de governar o estado, mas não tem voto", ponderou Casagrande.
Entre os candidatos a candidato governista em 2026 estão o vice-governador Ricardo Ferraço, recém-filiado e presidente estadual do MDB, o senador Fabiano Contarato (PT), o deputado federal Helder Salomão (PT) e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), para citar alguns exemplos.
Daqui a três anos muita coisa pode acontecer. Alguns desses nomes podem ser descartados e outros devem surgir.
Seja quem for o escolhido, o papel de Casagrande vai ser encerrar o governo com uma boa avaliação, como o próprio governador apontou. Afinal, um candidato que represente a continuidade de um grupo político no poder tem que ter o que defender.
"Isso nos dá condições para discutir com mais força a nossa sucessão. Não resolve todas as nossas dúvidas, mas é pré-condição para a sucessão em 2026", ressaltou.
É por isso que, de acordo com o socialista, o ritmo da atual gestão não deve diminuir, no que se refere a entregas e pautas mais populares.
A administração tem condições de investir, anualmente, 15% da receita.