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Ricardo Ferraço à frente

Renato Casagrande: "Um MDB forte nos interessa"

Governador do ES, filiado ao PSB, participou das articulações para levar o vice, Ricardo Ferraço, à presidência dos emedebistas no estado. Veja como isso impacta o tabuleiro político local

Públicado em 

25 out 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Renato Casagrande, Governador do Estado do Espirito Santo
Renato Casagrande em entrevista concedida no Palácio Anchieta Crédito: Ricardo Medeiros
O capítulo final da novela do MDB no Espírito Santo — espera-se que a trama não seja esticada —, deu-se quando esta colunista estava em férias. Após a disputa acalorada e confusa entre a ex-senadora Rose de Freitas e o ex-deputado federal Lelo Coimbra, quem ficou com o comando da sigla no estado foi o vice-governador Ricardo Ferraço, que saiu do PSDB e abraçou a missão de reerguer os emedebistas locais. 
Quem mais ganhou com isso foi um personagem que não é filiado a nenhum desses partidos, o governador Renato Casagrande (PSB).
O socialista participou das articulações e até conversou com o presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), a respeito.
Conseguiu impedir que Lelo, um hartunguista histórico, assumisse as rédeas de um partido aliado ao Palácio Anchieta, e ainda emplacou na sigla os prefeitos casagrandistas Euclério Sampaio (ex-União Brasil), de Cariacica, e Guerino Balestrassi (ex-Podemos), de Colatina. 
Mais que isso, tem agora na presidência estadual do MDB o homem que é seu braço direito no governo e possível sucessor em 2026.
Mas por que o esforço para tal? 
A coluna analisa aqui os motivos, mas, primeiro, o próprio Casagrande respondeu, em entrevista concedida nesta terça-feira (24):
"Fortalecer o MDB interessa para o projeto que lideramos no governo do estado. Um MDB forte nos interessa. Então, participei, sim"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo
"Participei de algumas conversas com Baleia Rossi, com Euclério, com Guerino (Balestrassi). A decisão de ir para o MDB foi deles. Eu participei incentivando o fortalecimento do partido", ponderou o governador.
Como o socialista não pode tentar a reeleição em 2026 (está no segundo mandato consecutivo), o presidente do MDB nacional já externou o desejo de que Ricardo seja o candidato apoiado por Casagrande.
A ideia é que o atual governador se licencie do cargo para concorrer ao Senado, deixando o caminho livre para o presidente estadual do MDB. Este assumiria o Executivo estadual e teria a candidatura ao Palácio Anchieta impulsionada.
Casagrande, porém, garantiu à coluna que não firmou esse pacto com Baleia Rossi, pois ainda é cedo para projetar cenários para 2026.
ELEIÇÕES 2024
Agora, 2024 está logo ali. Ter um MDB organizado e menos suscetível à influência do ex-governador Paulo Hartung é o melhor para as articulações de Casagrande envolvendo o pleito municipal.
O governador não externou isso à coluna. Ele nem menciona o antecessor, direta ou indiretamente. Mas é um fato.
E há uma razão mais prática para que Casagrande quisesse pôr fim ao imbróglio do MDB-ES: ter aliados batendo cabeça gera dor de cabeça. 
Os emedebistas estiveram formalmente coligados com o socialista em 2022, mas para os próximos pleitos, apesar do tempo de propaganda de TV e rádio e dos valores relevantes a que a sigla tem direito dos fundos partidário e eleitoral, o MDB do Espírito Santo precisa se reerguer. Afinal, o que importa é conquistar votos. 
"Aí é uma ação do MDB, do Ricardo, do Euclério, do Guerino e da Rose, das pessoas que estão à frente do MDB. Vamos trabalhar para filiar candidatos a prefeito", afirmou Casagrande, já incluindo-se no rol dos que pretendem concretizar as filiações.
Como a eleição municipal tem uma lógica própria em cada cidade, isso não quer dizer que todos os partidos aliados ao governador vão estar juntos nas diversas disputas.
O próprio PSB pode concorrer contra candidatos do MDB, por exemplo. Mas a ideia é que o grupo governista saia fortalecido das urnas. Os emedebistas, enquanto viviam às voltas com brigas fratricidas, dificilmente poderiam contribuir para tal.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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