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Proposta do partido

O que diz coronel Ramalho sobre ser candidato a prefeito de Vitória

Direção nacional do Podemos quer que secretário estadual de Segurança Pública dispute a prefeitura da capital do ES no ano que vem. Secretário, no entanto, falou à coluna até da possibilidade de concorrer em Vila Velha

Públicado em 

04 out 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O secretário de Segurança do ES, coronel Alexandre Ramalho
O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre Ramalho Crédito: Bernardo Bracony
O secretário estadual de Segurança Pública, coronel da reserva da Polícia Militar Alexandre Ramalho, tentou ser candidato ao Senado em 2022. Não conseguiu, uma vez que o próprio partido, o Podemos, barrou a iniciativa. A contragosto, ele disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Não foi eleito, mas ajudou a fortalecer a chapa da sigla, que emplacou dois nomes na Casa, Gilson Daniel e Victor Linhalis. Ramalho ficou como primeiro suplente.
O militar nunca escondeu que queria, mesmo, um mandato em Brasília. Mas o Podemos tem outros planos, pretende emplacar a candidatura do secretário a prefeito de Vitória. 
Ramalho esteve em Brasília com a presidente nacional da legenda, Renata Abreu, no último dia 27. "Ela sugeriu eu vir para Vitória. Tem que analisar se vale a pena. É muito prematuro", ponderou o secretário, à coluna, nesta terça-feira (3).
Questionado sobre em qual cenário valeria a pena disputar a prefeitura da capital do Espírito Santo, Ramalho respondeu que "seu eu tivesse apoio, grupo político, ao contrário da outra vez", referindo-se ao pleito de 2022.
"Se fosse esse o chamamento, (poderia ser candidato) tanto em Vitória quanto em Vila Velha", complementou.
Ocorre que em Vila Velha o Podemos já tem Arnaldinho Borgo, atual prefeito e pré-candidatíssimo à reeleição. Para Ramalho concorrer ao comando do Executivo canela-verde, portanto, só se um dos dois saísse do partido. Arnaldinho já disse que fica.
A coluna não pode deixar de observar que Vila Velha foi citada espontaneamente pelo coronel. Eu ainda não havia chegado a esse tópico, mas ele fez questão de lembrar. É um sinal.
"Renata (Abreu) disse que tem candidatura para Vitória (Ramalho). Mas, da minha parte, ainda não", frisou o secretário de Segurança Pública.
Ele evitou tecer muitos comentários a respeito do cenário eleitoral, disse estar focado nos trabalhos da pasta.
O fato é que, como o lugar que ocupa no primeiro escalão do governo Renato Casagrande (PSB) evidencia, o coronel é casagrandista.
E, entre os aliados do socialista, há diversos pré-candidatos a prefeito de Vitória: João Coser (PT), Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e o mais próximo deles, Tyago Hoffmann (PSB), somente para citar alguns exemplos. 
Se for lançado pelo Podemos na Capital, Ramalho pode tirar votos do prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), delegado licenciado da Polícia Civil, que certamente vai tentar ser reconduzido à chefia do Executivo municipal.
O Podemos em Vitória, por enquanto, está sem diretório municipal e até sem comissão provisória. O coronel da reserva da PM poderia assumir o comando do partido na cidade.
A sigla, no Espírito Santo, está prestes a sofrer uma mudança nada trivial. O poder, hoje concentrado nas mãos do presidente estadual, Gilson Daniel, deve ser compartilhado com um conselho, a ser integrado, entre outros, por Arnaldinho e Victor Linhalis
É do interesse de Arnaldinho e de Linhalis, que era vice-prefeito de Vila Velha, que Ramalho dispute em Vitória, que mantenha o foco no Congresso Nacional pensando em 2026, enfim, qualquer coisa, menos que concorra contra o atual prefeito canela-verde.
Já para o Palácio Anchieta, alguém que possa rivalizar com Pazolini seria uma boa. O prefeito de Vitória, apesar de ter cessado os ataques ao governador, está longe de ser um aliado.
Ele não se diz bolsonarista, não declarou voto nas eleições presidenciais do ano passado, mas está no campo da centro-direita, que flerta com esse espectro. Ramalho, por sua vez, foi de "CasaNaro", apoiou Casagrande e Bolsonaro.
A ESTRATÉGIA
Embora, em entrevista à coluna, Ramalho tenha preferido não falar muito dos planos eleitorais, preservando assim a atuação na Sesp, quem acompanha o secretário nas redes sociais nota que a estratégia de se colocar no jogo é bem clara.
Ele aparece cobrando leis mais duras para combater o crime, deixa-se filmar com arma na mão, ironiza pessoas presas e até flerta com clubes de tiro. Também aventura-se na cozinha e em vídeos — dependendo do humor do espectador — cômicos. 
O secretário, certamente, tem um capital político. Resta saber como vai usá-lo.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, também como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 até 2021, quando assumiu a coluna Letícia Gonçalves.

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