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Leonel Ximenes

Uma solução para reduzir trauma que acontece 7 vezes ao dia no ES

Mediação é apontada como alternativa à judicialização para preservar o futuro das relações familiares

Publicado em 08 de Abril de 2025 às 17:44

Públicado em 

08 abr 2025 às 17:44
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

No ano passado, a Grande Vitória teve um total de 5.453 divórcios
No ano passado, o Espírito Santo registrou 2.582 divórcios Crédito: Arquivo
Em 2024, o Espírito Santo registrou 2.582 divórcios - média de sete por dia -, sendo 272 apenas no mês de julho, de acordo com dados do Sindicato dos Notários e Registradores do Estado (Sinoreg-ES).
Para a advogada Sabrina Nicoli, especialista em gestão de conflitos, a mediação surge como uma alternativa viável e necessária para transformar o divórcio em um processo mais humano, ágil e menos traumático.
"Separar não precisa significar brigar. A mediação cria um espaço seguro e equilibrado para que o casal consiga conversar sobre a dissolução do casamento e definir, juntos, o que é melhor para ambos e para os filhos, se houver. A decisão continua nas mãos das partes, e não de um juiz", explica a advogada.
Amparada pela Lei nº 13.140/2015, a mediação permite que o casal, com o auxílio de profissionais capacitados, construa o acordo de forma consensual, tratando de temas sensíveis como guarda dos filhos, pensão alimentícia e partilha de bens. O objetivo é evitar a judicialização do conflito ou, quando já judicializado, buscar uma solução mais célere.
Além de garantir privacidade e preservar o diálogo, o processo de mediação reduz custos, tempo e o desgaste emocional. Enquanto um divórcio litigioso pode levar anos nos tribunais, a mediação pode ser concluída em poucas sessões, respeitando o tempo e o espaço de cada um dos envolvidos.

PROCESSO LENTO

De acordo com o último levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil registra mais de 80 milhões de processos em tramitação, sendo grande parte relacionada a questões de família. O tempo médio para a resolução de ações de divórcio litigioso ultrapassa cinco anos.
“Esse cenário só reforça a importância da mediação como uma via que acelera acordos e evita que o rompimento de um relacionamento vire uma batalha judicial sem fim", complementa Sabrina.
A advogada destaca ainda que o foco da mediação é sempre preservar o futuro das relações familiares. "Mesmo separados, os pais precisam continuar convivendo por causa dos filhos. A mediação ajuda a construir esse novo modelo de relação, evitando mágoas e ressentimentos que só prejudicam a todos", finaliza.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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