Os números são eloquentes, contabiliza o especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal, com base em dados da
Polícia Rodoviária Federal (PRF-ES): “Somente em 2024, foram computados 399 acidentes, que deixaram 526 pessoas feridas, sendo que desse total, 182 ficaram em estado grave e podem até ter morrido depois. Isso é alarmante. A paz no trânsito começa por quem faz uso do sistema”, alerta.
Para ele, são inadmissíveis os inúmeros casos de imprudência na rodovia que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, passando por regiões de grande interesse turístico, como a
Região Serrana capixaba, o que acaba, por exemplo, atraindo pilotos com as suas supermotos
“O trecho, que é sinuoso e com altitude elevada, por si só já é um risco. A ultrapassagem em local não permitido, infelizmente, já é algo recorrente e isso acontece pelo senso de pressa, o que jamais pode haver. Temos um trecho desafiador na
262, que no ano passado foi palco de 36 mortes”, lembrou.
Marçal se diz assustado com casos que vêm sendo compartilhados nas redes sociais, de rachas na rodovia. “As pessoas compartilham isso como se não fosse haver nenhum tipo de punição. Colocam suas vidas em risco, bem como a dos demais. A PRF faz um trabalho brilhante, mas não pode estar em todos os lugares. Por isso é importante sempre denunciar quando se deparar com situações do tipo. A tecnologia é fundamental para coibir que mais agressões como essas aconteçam no nosso trânsito. É uma guerra diária”, lamentou.