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Leonel Ximenes

Rodovia velha, perigosa, com 526 feridos e palco de supermotos no ES

Estrada é sinuosa, tem pista simples e apresenta intenso movimento por passar em regiões turísticas do Espírito Santo

Publicado em 17 de Fevereiro de 2025 às 17:30

Públicado em 

17 fev 2025 às 17:30
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Márcio Duarte morreu em acidente na BR 262, em Marechal Floriano
O motociclista Márcio Duarte morreu em acidente na BR 262, em Marechal Floriano, no dia 4 de fevereiro, após colidir com um ônibus que fazia ultrapassagem proibida Crédito: Acervo Pessoal
No início deste mês, um motociclista morreu após colidir com um ônibus, que fez uma ultrapassagem proibida; neste fim de semana, um acidente com quatro motos deixou dois mortos: a BR 262, rodovia ultrapassada, perigosa e esgotada, pede socorro. E mata e fere.
Os números são eloquentes, contabiliza o especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal, com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF-ES): “Somente em 2024, foram computados 399 acidentes, que deixaram 526 pessoas feridas, sendo que desse total, 182 ficaram em estado grave e podem até ter morrido depois. Isso é alarmante. A paz no trânsito começa por quem faz uso do sistema”, alerta.
Para ele, são inadmissíveis os inúmeros casos de imprudência na rodovia que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, passando por regiões de grande interesse turístico, como a Região Serrana capixaba, o que acaba, por exemplo, atraindo pilotos com as suas supermotos
“O trecho, que é sinuoso e com altitude elevada, por si só já é um risco. A ultrapassagem em local não permitido, infelizmente, já é algo recorrente e isso acontece pelo senso de pressa, o que jamais pode haver. Temos um trecho desafiador na 262, que no ano passado foi palco de 36 mortes”, lembrou.
Marçal se diz assustado com casos que vêm sendo compartilhados nas redes sociais, de rachas na rodovia. “As pessoas compartilham isso como se não fosse haver nenhum tipo de punição. Colocam suas vidas em risco, bem como a dos demais. A PRF faz um trabalho brilhante, mas não pode estar em todos os lugares. Por isso é importante sempre denunciar quando se deparar com situações do tipo. A tecnologia é fundamental para coibir que mais agressões como essas aconteçam no nosso trânsito. É uma guerra diária”, lamentou.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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