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Leonel Ximenes

Ônibus histórico e sede da Itapemirim são leiloados: R$ 71,8 milhões

Veículo arrematado por uma viação paulista era exemplar único da empresa capixaba que faliu

Públicado em 

08 mar 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Ônibus Caio Bela Vista 1968, modelo urbano, arrematado pela Suzantur
Ônibus Caio Bela Vista 1968, modelo urbano, arrematado pela Suzantur Crédito: Eliziar Maciel Soares/Twitter
Um ônibus considerado de importância histórica, do ano de 1968, foi um dos itens mais emblemáticos arrematados no leilão do Grupo Itapemirim, encerrado nesta quarta-feira (6). No total, o leilão arrecadou R$ 78,8 milhões, incluindo a área de 490 mil metros quadrados que serviu por muitos anos de sede para a empresa, em Cachoeiro de Itapemirim.
Arrematado pela Suzantur, de São Paulo, por R$ 20,6 mil, o ônibus Caio Bela Vista 1968, chassis Mercedes-Benz, é considerado de alto valor histórico por ser o único modelo urbano mantido pela empresa que ficou marcada por operar viagens rodoviárias interestaduais de longa distância, ligando vários Estados do Brasil.
A gigantesca área, onde funcionavam oficinas, escritórios, pátios e até a fábrica da companhia fundada por Camilo Cola, foi vendida por R$ 56,1 milhões, na terceira praça (oportunidade de lances). Na primeira, em 5 de fevereiro de 2024, o valor inicial de avaliação foi de R$ 118,2 milhões. Na segunda praça, em 20 de fevereiro, o valor foi reduzido para R$ 59,1 milhões
O vencedor do lance de quarta-feira, que foi muito disputado com outro concorrente, preferiu não ser identificado. Foram leiloados ainda uma propriedade rural na Bahia, dezenas de ônibus (grande parte sem condições de uso), carros, caminhões, móveis, salas comerciais, vagas de garagem e equipamentos.
O valor arrecadado com o leilão, feito pela empresa Mega Leilões, será utilizado para amortizar a dívida do Grupo Itapemirim com os seus credores, estimada em R$ 2,2 bilhões, segundo o site Diário do Transporte. São dívidas trabalhistas, tributárias, financeiras, com fornecedores e provenientes de ações judiciais.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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