Os primeiros Messi a chegar ao ES foram um casal de irmãos. Palmira, então com 27 anos, desembarcou com o marido e a filha, segundo os registros históricos do Arquivo Público do Espírito Santo. Seu irmão Giovanni, dez anos mais moço, veio na mesma viagem.
Eles desembarcaram no Porto de Itapemirim, no
Sul do Estado, no dia 6 de dezembro de 1894, a bordo do navio Matteo Bruzzo.
A primeira "ítalo-capixaba" veio junto com o marido, Luigi Badiati, de 30 anos, e a filha do casal, a pequena Nazzarena, com apenas um ano de vida. Eles foram para
Alfredo Chaves, no sul do Estado. Giovanni, por sua vez, radicou-se em
Cachoeiro de Itapemirim, na mesma região.
Segundo consta do registro da imigração da época, a família era da região de Marche, município de Macerata e comuna (distrito) de Urbisaglia.
De acordo com Cilmar Franceschetto, diretor do Arquivo Público, não se pode afirmar com certeza que os Messi que vieram para o Espírito Santo são parentes do craque argentino.
“A família de Lionel é de Recanati e a da Palmira é de Urbisaglia. São 34 quilômetros de distância entre as duas vilas, eles moravam bem próximos, mas não se pode dizer que são do mesmo ramo. Necessitaria de uma pesquisa aprofundada”, pondera Franceschetto.
Pesquisador da cultura e da imigração italiana, o diretor do Arquivo Público diz que não conhece eventuais descendentes dos Messi no
Espírito Santo.
Segundo o Dicionário de Nomes Próprios, disponível na internet, Messi significa “habitante de Messina” ou “ungido”. É um sobrenome provavelmente de origem italiana ou espanhola que talvez inicialmente tenha sido utilizado para nomear habitantes de Messina, uma comuna italiana fundada em 664 a.C.
O dicionário também sugere a possibilidade de estar relacionado ao nome Messias, do hebraico mashiah, o mesmo que Cristo. A sua variante em espanhol é Mesías, enquanto em francês é Messie.