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Coluna Leonel Ximenes

Imagem reúne fenômenos complexos e a simplicidade do belo no ES

Artista multimídia capixaba faz foto do alto do Convento no início de manhã com névoa densa e baixa

Publicado em 23 de Maio de 2026 às 03:15

Públicado em 

23 mai 2026 às 03:15
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O jogo de luzes no amanhecer na Grande Vitória
O jogo de luzes no amanhecer na Grande Vitória Marcelo Moryan

O artista multimídia Marcelo Moryan teve que madrugar de novo para captar uma bela imagem de drone feita do alto do Convento da Penha. No último domingo (17), ele foi participar da missa das cinco da matina e, lá de cima, registrou o belo amanhecer entre Vitória e Vila Velha.


A região amanheceu coberta por uma névoa densa e baixa. Moryan conta que, quando o sol começou a nascer, aconteceu um fenômeno físico fantástico chamado Dispersão de Mie: a luz solar atingiu as bilhões de gotículas de água da névoa, fazendo com que ela agisse como uma gigantesca softbox natural. “Isso atenuou completamente as sombras, suavizou a iluminação e espalhou os tons da manhã”, explica

AS CORES DO ES

O resultado foi mágico: o céu e a névoa se misturaram de um jeito que a paisagem ficou estampada com as próprias cores da bandeira do Espírito Santo, num belo degradê de azul, branco e rosa. 


“Toda essa névoa também proporcionou o efeito de Perspectiva Atmosférica, criando várias camadas na imagem e dando uma sensação de profundidade e tridimensionalidade que só o voo do drone conseguiria capturar”, acrescenta. 


E o fator sorte ajudou quem tem competência: “Para fechar com chave de ouro, as luzes mais próximas da cidade sofreram difração na lente, criando esse efeito lindo de estrela natural”, diz Moryan, que há alguns dias fez uma foto, também de drone, e do mesmo local, captando monumentos históricos e naturais de três cidades simultaneamente: Vila Velha, Vitória e Serra.


E atrás de uma grande imagem, há sempre muito planejamento e técnica. Para este registro do Convento da Penha, o monitoramento meteorológico foi fundamental: a captura foi feita com ventos de apenas 6 km/h, a condição perfeita para garantir a estabilidade total do equipamento e a nitidez da cena.


Além disso, embora os drones atuais façam fotos 360° automáticas com um só clique, o mercado profissional exige mais qualidade, explica Moryan. "Para extrair o potencial máximo do equipamento, a foto finalizada foi construída através de 43 cliques individuais, onde cada pedaço do cenário foi capturado na resolução máxima do sensor e, posteriormente, costurado em um software de precisão", descreve. 

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Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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